Secretário aposta em arrecadação futura para inflar orçamento
O secretário disse, no entanto, que a capacidade de arrecadação do Município será maior em 2013 e isso poderá fazer a diferença nos recursos que estarão disponíveis para o novo governo.
“Temos indicativos de que a receita poderá ser aumentada de forma substancial a partir do ano que vem. Teremos, por exemplo, a concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos que estava sob a administração da Infraero e, por isso, não recolhia Imposto Sobre Serviços (ISS). Além disso, acreditamos que haverá incremento na economia por uma série de fatores, entre eles, a estabilização política - que vai tornar Campinas novamente atraente para as empresas - e a liberação das Macrozonas, que poderá dar novo impulso à atividade econômica na cidade ”, afirma o secretário.
Lacerda disse ainda que há espaços para aprimoramento dos sistemas de cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). “Hoje, temos um cadastro inconsistente e que precisa ser atualizado. Além disso, inúmeros imóveis não constam como contribuintes, ou pagam o imposto com base no valor do terreno e não da área construída”, acrescenta. Por fim ele diz que até outubro, as receitas próprias haviam aumentado 10% em relação ao mesmo período do ano passado. “A nossa expectativa é que esse aumento possa ser mantido”, aposta.
O secretário revelou que um dos principais problemas que a pasta enfrentou este ano foi justamente a queda na receita. Segundo ele, as dificuldades maiores foram em consequência da redução nas “transferências federais" em virtude da crise economia mundial e a diminuição na arrecadação do ICMS – um imposto estadual. “Por conta disso é que estamos penando para fechar as contas deste ano”, explicou.
Ele disse acreditar que não deixará “Restos a Pagar” ao final do exercício 2012. “Recebemos a Prefeitura com R$ 317 milhões em Restos a Pagar e já baixamos isso para R$ 30 milhões. Com a transferência de um terreno para a IMA, vamos cobrir metade desse valor e os esforços agora são para pagar os outros R$ 15 milhões”, contou. “Estamos trabalhando para deixar as contas da Prefeitura o mais saneado possível e vamos torcer para que consigamos”, emendou.
ORÇAMENTO - Para 2013, o orçamento previsto para a Administração Direta é de R$ 3,2 bilhões que, somada à projeção de receita da Administração Indireta, chega a R$ 3,7 bilhões. As secretarias de Saúde e Educação vão receber o maior fatia, respectivamente R$ 1 bilhão e R$ 720 milhões.
EMENDAS - O vereador Dário Saadi (PMDB) disse aos representantes da Prefeitura presentes à audiência que a Câmara vai apresentar uma emenda no valor de R$ 40 milhões a ser remanejado para a Secretaria de Assistência Social. Ele justificou a emenda dizendo que as entidades que prestam serviço à Secretaria estão sob risco de encerramento de programas por falta de recursos.Saadi apresentou também uma emenda que concede reajuste da gratificação concedida hoje aos médicos que atuam nos Prontos Atendimentos e no Mário Gatti. “Este ano, os médicos da rede básica foram contemplados com reajuste dos adicionais, mas esse benefício não atingiu os que trabalham nos PAs”, justificou o vereador. O secretário de Saúde Fernando Andrade, disse na audiência que a falta de médicos na rede só será superada com pagamento de melhores salários.
Diversas outras emendas deverão ser incorporadas à proposta orçamentária. Além de endossar o aumento na Assistência, o presidente da Câmara, Thiago Ferrari (PTB) pediu orçamento maior para Ouvidoria e Segurança. Os vereadores Gilberto Vermelho (PSDB) e Cidão Santos (PPS) pediram remanejamento para as pastas de Esportes e Serviços Públicos. Vários outros vereadores disseram que vão propor emendas ao orçamento, que deverá ser votado agora em dezembro.
A audiência contou com a presença de quatro secretários municipais, 14 vereadores e um público de aproximadamente 100 pessoas. A condução ficou a cargo do vereador Jorge Schneider, integrante da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
