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Secretário define prazo para encerrar crise dos remédios

07/02/12
Secretário define prazo para encerrar crise dos remédios

Arly (esq.) e Fernando Brandão (dir.)

O secretário de Saúde, Fernando Brandão depôs nesta terça-feira na CPI da Saúde e estabeleceu prazo de no máximo três meses, para colocar um fim na crise do abastecimento de remédios que assolou a cidade nas últimas semanas. Segundo ele, há menos de 15 dias, 24 itens da cesta de medicamentos disponibilizados na rede estavam zerados por conta da falta de pagamento a fornecedores. Hoje, disse, esse número caiu para 13.

“Acredito que em três semanas, 70% dos medicamentos já estarão disponibilizados e, em no máximo três meses, todos os remédios da cesta estarão à disposição da população”, afirmou.

O secretario reconheceu a falta de medicamentos de uso contínuo, como aqueles usados no tratamento de diabetes, hipertensão, controle do colesterol, além da falta de insumos de enfermagem, como soro, atadura ou gaze. Brandão informou que isso ocorreu, porque as empresas fornecedoras ficaram até seis meses sem receber, ou tiveram o pagamento irregular ao longo do ano passado.

O secretário explicou que a falta de pagamento foi resultado do contingenciamento do orçamento determinado pelo Executivo no início de 2011 e, na sequencia, "o imobilismo da máquina administrativa provocada pela crise política".

No depoimento, o secretário demonstrou otimismo quanto a liberação de recursos para o Hospital Ouro Verde. Ele disse que provavelmente na próxima semana estará concluída a auditoria feita no contrato entre a Prefeitura e o Hospital Cândido Ferreira – responsável pela contratação de 1.308 funcionários da saúde.

“Assim que o resultado da auditoria for aprovado, o que deve acontecer nos próximos dias, poderemos liberar os recursos já enviados a Campinas pelo Ministério da Saúde”, disse. Segundo Brandão, a cidade já recebeu três parcelas de R$ 2,6 milhões, que serão liberados assim que a auditoria for aprovada.

Para o secretário, o dinheiro vai resolver graves problemas de atendimento do Ouro Verde,como em setores de urgência e emergência; cirurgias, ortopedias e internações clínicas e na UTI.

Fernando Brandão disse ainda que esta semana deverá ter início uma espécie de mutirão para limpeza de postos e centros de saúde. “Conversei hoje com o pessoal do DPJ (Departamento de Parques e Jardins) para que seja iniciado um processo de limpeza, com o  corte de mato no entorno das unidades de saúde”, disse.

O secretário afirmou que quer acelerar a limpeza para, entre outras coisas, facilitar o trabalho de prevenção de epidemias, como a de dengue, por exemplo”.

A CPI se encerra este mês, mas o presidente da comissão, vereador Arly de Lara Romêo (PSB) disse que os vereadores conseguiram identificar os principais problemas da saúde no município. “Acho que conseguimos levantar todos os problemas. A CPI identificou as causas e vai apontar algumas soluções. Tenho certeza que vamos apresentar um relatório histórico”, disse.

Uma das coisas que Arly considera fundamentais no relatório final será a sugestão para que a secretaria tenha autonomia do próprio orçamento. “Sem autonomia, não será possível resolver nenhum problema da Saúde e o prefeito precisa ser convencido disso”, alertou o vereador.O orçamento de saúde para 2012 está em torno de R$ 840 milhões.

Além de Arly de Lara Romêo, a comissão é formada pelos vereadores Artur Orsi (PSDB), Dario Saadi (PMDB), Francisco Sellin (PMDB), Petterson Prado (PMDB), Sergio Benassi (PCdoB) e Zé do Gelo (PV).


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas



Publicada em 7/02/2012 17h52