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Vereador intervém e pede solução para programa de geoprocessamento

14/03/12
Vereador intervém e pede solução para programa de geoprocessamento

Reunião da Comissão: geoprocessamento

O vereador Dário Saadi (PMDB) reuniu especialistas na Câmara para identificar as razões pelas quais o sistema de geoprocessamento comprado por R$ 16 milhões pela Prefeitura junto ao CPqD ainda não foi implantado integralmente. O vereador ouviu representantes de órgãos municipais e constatou que o projeto não percorreu o caminho que deveria até ser aprovado. Por conta disso, o sistema é usado apenas parcialmente pela Secretaria de Planejamento e não é utilizado pela Sanasa – órgão que fez a contratação do serviço.

Geoprocessamento é um sistema informatizado de dados que podem ser aplicados em políticas públicas voltadas para diversos setores, como Educação, Saúde, Tributos, Segurança, Administração e infraestrutura.

O programa concentra em uma única base as informações existentes nas secretarias municipais e faz o cruzamento desses dados, num procedimento que possibilita a construção de programas de prevenção ou ataque a determinado problema, em regiões específicas da cidade.

Um dos usos mais relevantes do serviço seria na Secretaria de Planejamento, que, por intermédio do programa, poderia definir mais claramente as políticas de desenvolvimento urbano. Poderia, ainda, usar as informações para ampliar a cobrança de impostos, como o IPTU, por exemplo.

O problema, segundo o secretário de planejamento Alair Godoy, é que o órgão não foi consultado sobre o desenvolvimento do SIG. Diz que, para o Planejamento, a ferramenta foi desenvolvida tendo como base fotos de satélite, que possuem margem de erro de 30 metros. “Isso inviabiliza, por exemplo, a utilização desses dados em programas de cobrança de IPTU”, explicou. “Com uma diferença dessas, qualquer lançamento poderá ser questionado na justiça”, ponderou. “Nunca houve reunião de secretários para discutir esse projeto”, afirmou Alair Godoy.

O ideal seria a adoção de dados obtidos por meio de voo fotogramétrico, que tem apenas 10 centímetros de margem de imprecisão. A questão é que esse método custa entre R$ 2 e R$ 3 milhões.

A Sanasa diz que o órgão não usa o sistema porque as máquinas que fariam a integração estão instaladas na IMA (Informática dos Municípios Associados). “Para que o sistema esteja integrado, precisamos fazer uma ligação via fibra ótica entre o prédio da Sanasa e a IMA”, explicou o presidente da IMA, Pedro Jaime Ziller de Araújo. A direção da Sanasa disse que vai trabalhar para que a ligação seja feita.

O vereador Dário Saadi disse estar preocupado com a situação. “Lamento muito que isso tenha ocorrido. Na verdade, eu ainda não acredito que isso tenha acontecido. Esse episódio é uma mácula à história de Campinas, reconhecida nacionalmente pela sua capacidade tecnológica”, disse o vereador.

A cidade é um dos maiores municípios brasileiros, com uma população de mais de um milhão de habitantes, em uma extensão territorial de 800 km². Anteriormente, o geoprocessamento na cidade resumia-se a apenas uma base cartográfica feita com fotos aéreas, em 2005, e utilizada pela Sanasa – autarquia responsável pelo abastecimento e saneamento básico local. Além disso, não existia um cadastro digital de dados físicos, territoriais ou ambientais.

As informações estavam armazenadas em cerca de 1,2 milhão de fichas de papel. Esses dados estão sendo transferidos gradativamente para o sistema digital.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 14/03/2012 11h36