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“Imortais” querem história de Campinas no currículo das escolas

07/02/13
“Imortais” querem história de Campinas no currículo das escolas

Campos (centro) e membros da Academia

Integrantes da Academia Campinense de Letras pediram na manhã desta quinta-feira (07/02) em reunião com o presidente da Câmara Municipal, vereador Campos Filho (DEM), que a história de Campinas seja incluída na grade curricular das escolas públicas do município. Segundo eles, esta será a única forma de garantir que a história da cidade chegue às futuras gerações.

“Em Brasília, se tem livro até sobre a literatura local. Aqui, nós não temos nem uma história oficial”, reclamou o advogado e escritor Agostinho Toffoli Tavolaro, um dos membros da academia. “A Câmara poderia elaborar uma lei no sentido de obrigar as escolas a incluírem a história da cidade na grade escolar”, reforça o jornalista e também escritor, Rubem Costa.

Costa, de 94 anos, está dando sua contribuição para a preservação da memória de Campinas. Está finalizando um livro em que retoma um tema polêmico: a data correta de fundação da cidade. Segundo ele, o município tem duas datas de fundação – a primeira em 1739 e a segunda em 1774. O livro vai tratar da primeira data, que ele garante ser a correta.

Segundo Costa, há registros que mostram que houve extensa comemoração em 1939 por conta do bicentenário. “Foi a maior festa cívica da história da cidade. As comemorações começaram em janeiro e só terminaram em dezembro”, revela. O livro, diz, vai contar essa história.

Advogado e escritor, Jorge Alves de Lima também trabalha no resgate da história da cidade. Há um ano, lançou o livro “Crônicas de Campinas – Séculos XIX e XX”, mas já está trabalhando num novo projeto. Desta vez, quer se concentrar num episódio traumático para a cidade, que foi o surto de febre amarela que quase dizimou a população campineira a partir de 1889. “Naqueles tempos, chegamos a registrar média de 40 mortes por dia, vítimas da febre. No ápice da epidemia, Campinas registrou nada menos que 58 mortes num único dia”, conta.

O autor revela que, para compor o livro, fez pesquisa por mais de dois anos em atas das sessões da Câmara, recorreu ao Centro de Memória da Unicamp, ao Centro de Ciências Letras e Artes e ao Arquivo da Prefeitura.

Os três membros da Academia elogiaram a iniciativa do presidente Campos Filho de firmar convênio com a Unicamp e Prefeitura para a recuperação e preservação de documentos históricos da Câmara. O convênio -que deverá ser assinado nos próximos meses – vai recuperar cerca de 90 mil documentos do período de 1798 a 1937. Esses documentos já foram tombados pelo patrimônio histórico.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 7/02/2013 14h48