Brasil já fez coisas mais difíceis que Copa e Olimpíada, diz ministro do Esporte
Segundo ele, o Brasil foi escolhido para sediar esses eventos porque os dirigentes dos organismos internacionais conheciam o potencial do país e a sua capacidade empreendedora.
“O Brasil já fez coisas muito mais difíceis que Copa e Olimpíada”, disse o ministro, durante seminário sobre legislação esportiva realizado na Câmara. “Conseguimos a independência com paz e nos desenvolvemos em paz, mesmo tendo mais de uma dezena de vizinhos. Temos hoje a agricultura mais competitiva do planeta. Alimentamos mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Somos hoje a sexta economia do mundo. O Brasil, modéstia à parte, já realizou bem mais que organizar uma Copa e uma Olimpíada”, afirmou o ministro.
“Temos
deficiências graves e importantes. Reconhecemos que temos grandes
desigualdades, mas temos de aproveitar eventos como esses, justamente
para reduzir esse desequilíbrio”, disse. “A cidade de Salvador,
por exemplo; uma metrópole, não dispõe de uma única piscina
olímpica, seja pública ou particular. Isso é inconcebível. Nossa
tarefa, enquanto governo, é dotar o país de infraestrutura
esportiva - a educacional e a de alto rendimento. Precisamos
universalizar a prática esportiva”, disse.
O ministro pregou a modernização da legislação esportiva e defendeu a aprovação de leis que
limitem o número de mandatos que um dirigente de federações e confederações esportivas pode acumular. “Não consigo entender porque uma pessoas precisa de mais de oito anos para fazer algo importante”, disse ele. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Arthur Nuzman, está há 18 anos no cargo e o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira permaneceu 25 anos no poder.
CAMPINAS
– Aldo Rebelo defendeu a candidatura de Campinas – que pleiteia
ser uma das sub-sedes da Copa. “Campinas reúne todas as condições
para estar no centro desses eventos e o ministério tem todo o
interesse em apoiar a cidade nessa tarefa”, afirmou. “Campinas é
uma potência econômica; possui infraestrutura de hotéis, centros
de treinamento e logística. Temos de trabalhar para oferecer
condições não apenas pelo que Campinas já deu ao Brasil em termos
de esportes, como o que poderá nos dar no futuro”, concluiu.
O prefeito Jonas Donizette lembrou a necessidade de criar mecanismos de estímulo ao esporte – seja desde a formação até o alto rendimento. Para isso, disse ele, é preciso alterar e modernizar a legislação municipal.
O presidente da Câmara, vereador Campos Filho destacou a importância de a Câmara discute o esporte como política pública.
“Uma política que auxilie na formação do indivíduo; que contribua para a construção da cidadania, mas que, sobretudo, consiga encontrar e lapidar potenciais e desta forma, possa contribuir para o Brasil com a formação de atletas de alto nível, que possam nos representar em competições internacionais e trazer vitórias e medalhas para o País”, disse ele.
“E estamos pensando assim,
porque Campinas é um dos maiores cidades do Brasil. Dispõe de
equipamentos, investimentos, gente interessada e capaz e, por isso,
não pode permanecer no seu papel de simples expectadora. Campinas
precisa ser protagonista neste processo. Tem potencial, dinheiro e
profissionais capazes: basta apenas construir uma política”,
afirmou.
PETTA – Presidente da Comissão de Esportes da Câmara e organizador do evento, o vereador Gustavo Petta lembrou que a atual legislação municipal vinculada ao esporte está defasada. “Nossa cidade está entre as dez mais prósperas do Brasil. Não faz sentido que invista tão pouco em esporte e ainda não tenha atualizado suas leis de incentivo”, reclamou.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
