Câmara cria subcomissão para avaliar violência contra mulher
A criação da subcomissão é consequência dos dos dados apresentados à Comissão Permanente da Mulher, que indicam aumento no número de denúncias não apenas em Campinas, em toda a região metropolitana.
O
levantamento mostrou que o telefone 180, que acolhe denúncias de
violência contra a mulher em todo Brasil, recebe uma média de 16
ligações por dia de casos que ocorreram na Região Metropolitana de
Campinas (RMC). O dado é relativo ao primeiro semestre deste ano.
Não há dados regionais anteriores para comparação. Ao todo, foram
2,9 mil chamadas à Central de Atendimento à Mulher no
período.
Campinas é o município com mais casos. Foram 2.066
registros (quase 60%), seguido por Hortolândia, com 195 telefonemas;
e Sumaré, 191. Holambra e Santa Bárbara d’Oeste não tiveram
nenhuma denúncia. O levantamento leva em conta telefonemas reais.
Foram descartados trotes e informações falsas. Pelo serviço, as
vítimas são orientadas a como recorrer à polícia num caso de
violência.
O levantamento foi feito pela Secretaria de
Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da Secretaria de
Políticas para Mulheres (SPM), do governo federal. Ele apontou
também quais são os tipos de violência mais frequentes denunciados
pelas ligações. A violência física lidera com a maioria absoluta
(55%) na estatística na RMC.
A violência psicológica foi
denunciada por 29% das mulheres que ligaram pedindo ajuda. E, a
moral, teve 10% das ligações. Ainda segundo os dados, 83,8% dos
telefonemas indicam que a vítima tinha uma relação afetiva com o
agressor, que é uma pessoa próxima. Já 10% têm envolvimento
familiar (pai, irmão, cunhado, entre outros) com o agressor.
