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Câmara cria subcomissão para avaliar violência contra mulher

18/09/13
Câmara cria subcomissão para avaliar violência contra mulher

Carlão e Neusa: subcomissão

A Câmara Municipal de Campinas decidiu criar uma submissão para analisar exclusivamente os casos de violência contra a mulher. Formada pelos vereadores Carlão do PT, Neusa do São João (PSD) e Luis Carlos Rossini (PV), a subcomissão quer fazer um diagnóstico do problema na cidade e, com base nisso, apontar políticas de enfrentamento.

 A criação da subcomissão é consequência dos dos dados apresentados à Comissão Permanente da Mulher, que indicam aumento no número de denúncias não apenas em Campinas, em toda a região metropolitana.

O levantamento mostrou que o telefone 180, que acolhe denúncias de violência contra a mulher em todo Brasil, recebe uma média de 16 ligações por dia de casos que ocorreram na Região Metropolitana de Campinas (RMC). O dado é relativo ao primeiro semestre deste ano. Não há dados regionais anteriores para comparação. Ao todo, foram 2,9 mil chamadas à Central de Atendimento à Mulher no período.

Campinas é o município com mais casos. Foram 2.066 registros (quase 60%), seguido por Hortolândia, com 195 telefonemas; e Sumaré, 191. Holambra e Santa Bárbara d’Oeste não tiveram nenhuma denúncia. O levantamento leva em conta telefonemas reais. Foram descartados trotes e informações falsas. Pelo serviço, as vítimas são orientadas a como recorrer à polícia num caso de violência.

O levantamento foi feito pela Secretaria de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), do governo federal. Ele apontou também quais são os tipos de violência mais frequentes denunciados pelas ligações. A violência física lidera com a maioria absoluta (55%) na estatística na RMC.

A violência psicológica foi denunciada por 29% das mulheres que ligaram pedindo ajuda. E, a moral, teve 10% das ligações. Ainda segundo os dados, 83,8% dos telefonemas indicam que a vítima tinha uma relação afetiva com o agressor, que é uma pessoa próxima. Já 10% têm envolvimento familiar (pai, irmão, cunhado, entre outros) com o agressor.

Publicada em 18/09/2013 10h46