Campinas não está preparada para atender tragédias, diz médico do SAMU
De
acordo com ele, a cidade não tem capacidade de suprir a demanda do
socorro em tragédias como a ocorrida no início do ano em Santa
Maria-RS, quando mais de 240 jovens morreram num incêndio em uma
boate. Mais que isso. Segundo ele, um acidente entre dois ônibus,
que tenha resultado em 40 vítimas, por exemplo, já traria o caos
para a saúde da cidade. “O problema não é a competência dos
médicos e sim a falta de estrutura hospitalar da cidade”, explica
o médico.
O vereador e relator da CEE, Paulo Bufalo (PSOL) afirmou que a comissão está em fase de conclusão do relatório e que vai incluir como medida a ser tomada pela Prefeitura a implantação do hospital de queimados. Além disso, o vereador adiantou que o relatório também vai propor um Plano Municipal de Urgência e Emergência. Segundo ele, uma das medidas do plano é treinar diversos órgãos da cidade para que eles saibam como agir em caso de possíveis tragédias. “Queremos que o SAMU, a EMDEC e até equipes de hospitais particulares estejam preparados para agir conjuntamente em situações extremas”.
Outra medida que será sugerida pela CEE é a obrigatoriedade das casas noturnas e de locais públicos que recebam mais de cem pessoas abrigarem uma base de primeiros socorros. Para o médio do SAMU, a atitude será muito bem vinda, pois segundo ele, “essa já é uma exigência em eventos programados, por que não ter uma base de primeiros socorre em locais que a chance de pessoas passarem mal ou brigarem é mais previsível”, disse ele se referindo às casas noturnas.
A CEE ouviu também o diretor do Departamento de Controle Urbano da Prefeitura, Moacir José Menegaldo Martins que voltou a dizer aos vereadores que a Prefeitura esta se dedicando a elaborar uma nova legislação para a emissão dos alvarás. Além disso, ele reforçou a política de prevenção. “A grande maioria das casas vistoriadas se colocaram à disposição para adequação, isso reforça ainda mais que precisamos trabalhar com uma política de prevenção para minimizar os casos irregulares”, enfatiza Martins.
Questionado sobre a fiscalização nas igrejas e nos templos religiosos, Martins garantiu aos vereadores da CEE que esta será a próxima etapa do trabalho. “Já estamos conversando e orientando alguns locais. Eles serão vistoriados, mas receberão uma fiscalização mais educativa”, afirma.
Luiz Henrique Cirilo informou durante a reunião que a comissão deverá encaminhar o relatório para a prefeitura até o final do mês de março. “Vamos encaminhar nossos estudos e análises e cobrar do Executivo que atitudes sejam tomadas para garantir a segurança da população em locais públicos”, finaliza.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
