Ir para o conteúdo.Ir para a navegação

Portal da Transparência
A+
A-
Acessibilidade
Acessibilidade
Navigation
  • 2013
  • Campinas não está preparada para atender tragédias, diz médico do SAMU

Campinas não está preparada para atender tragédias, diz médico do SAMU

18/03/13
Campinas não está preparada para atender tragédias, diz médico do SAMU

Audiência da CEE das Casas Noturnas

Em depoimento aos vereadores que integram a Comissão Especial de Estudos (CEE) que avalia as condições de segurança dos espaços públicos, o médico do SAMU, Herman Benavides Del Rio, traçou um diagnóstico preocupante do sistema de socorro implantado na cidade.

De acordo com ele, a cidade não tem capacidade de suprir a demanda do socorro em tragédias como a ocorrida no início do ano em Santa Maria-RS, quando mais de 240 jovens morreram num incêndio em uma boate. Mais que isso. Segundo ele, um acidente entre dois ônibus, que tenha resultado em 40 vítimas, por exemplo, já traria o caos para a saúde da cidade. “O problema não é a competência dos médicos e sim a falta de estrutura hospitalar da cidade”, explica o médico.

Presidida pelo vereador Luiz Henrique Cirilo (PSDB), a CEE quis saber sobre a estrutura da prestação de socorro em relação aos casos de queimaduras. Segundo Del Rio, a cidade consegue atender os primeiros socorros do paciente, mas não tem um hospital específico para o tratamento. “Atualmente, encaminhamos os acidentados para o hospital de queimados de Limeira”, afirma.

O vereador e relator da CEE, Paulo Bufalo (PSOL) afirmou que a comissão está em fase de conclusão do relatório e que vai incluir como medida a ser tomada pela Prefeitura a implantação do hospital de queimados. Além disso, o vereador adiantou que o relatório também vai propor um Plano Municipal de Urgência e Emergência. Segundo ele, uma das medidas do plano é treinar diversos órgãos da cidade para que eles saibam como agir em caso de possíveis tragédias. “Queremos que o SAMU, a EMDEC e até equipes de hospitais particulares estejam preparados para agir conjuntamente em situações extremas”.

Outra medida que será sugerida pela CEE é a obrigatoriedade das casas noturnas e de locais públicos que recebam mais de cem pessoas abrigarem uma base de primeiros socorros. Para o médio do SAMU, a atitude será muito bem vinda, pois segundo ele, “essa já é uma exigência em eventos programados, por que não ter uma base de primeiros socorre em locais que a chance de pessoas passarem mal ou brigarem é mais previsível”, disse ele se referindo às casas noturnas.

A CEE ouviu também o diretor do Departamento de Controle Urbano da Prefeitura, Moacir José Menegaldo Martins que voltou a dizer aos vereadores que a Prefeitura esta se dedicando a elaborar uma nova legislação para a emissão dos alvarás. Além disso, ele reforçou a política de prevenção. “A grande maioria das casas vistoriadas se colocaram à disposição para adequação, isso reforça ainda mais que precisamos trabalhar com uma política de prevenção para minimizar os casos irregulares”, enfatiza Martins.

Questionado sobre a fiscalização nas igrejas e nos templos religiosos, Martins garantiu aos vereadores da CEE que esta será a próxima etapa do trabalho. “Já estamos conversando e orientando alguns locais. Eles serão vistoriados, mas receberão uma fiscalização mais educativa”, afirma.

Luiz Henrique Cirilo informou durante a reunião que a comissão deverá encaminhar o relatório para a prefeitura até o final do mês de março. “Vamos encaminhar nossos estudos e análises e cobrar do Executivo que atitudes sejam tomadas para garantir a segurança da população em locais públicos”, finaliza.

 Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas


Publicada em 18/03/2013 14h55