CEE das Drogas ouve comunidades terapêuticas
A Comissão Especial de Estudos sobre Drogas da Câmara de Campinas recebe nesta quinta-feira (11/04) representantes das comunidades terapêuticas que acolhem usuários de drogas. Confirmaram presença na reunião Maurício Landre, da Comunidade Terapêutica Santa Carlota; Alexandre Cardoso Castanheira, presidente da Febradeq (Federação Brasileira das Organizações de Atendimento à Dependência Química); e Silvio Jorge, especialista em direito médico e em dependência química pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
As comunidades terapêuticas são, geralmente, reservadas para indivíduos com baixa probabilidade de beneficiar-se do tratamento ambulatorial, devido ao histórico de eventuais falhas no tratamento ambulatorial ou nas internações curtas; grande prejuízo na capacidade de ressocialização; e necessidade de ambiente altamente estruturado para a modificação do estilo de vida.
Para o presidente da CEE das Drogas, vereador Luiz Carlos Rossini (PV), o objetivo de abordar esse tema é na Comissão é entender um pouco mais sobre os tratamentos alternativos em relação ao consumo abusivo de entorpecentes.
Para se ter uma ideia da dimensão dessas entidades, existem hoje no país, mais de 3 mil comunidades terapêuticas, a maioria criada a partir dos anos 1980, ou seja, com mais de 30 anos de atividade. Isso significa dizer que cerca de 80% das vagas para tratamento de dependentes químicos do Brasil, disponíveis para internação ou não, estão nas comunidades terapêuticas ou em clínicas.
Ao final dos trabalhos, a Comissão pretende elaborar diretrizes para compor um Plano Municipal de Drogas. O encontro, que terá a presença dos demais membros, Paulo Búfalo (PSOL) e Roberto Alves (PRB), está marcado para as 9h, no Plenarinho da Câmara Municipal de Campinas.
Texto: Assessoria de Imprensa do gabinete do vereador Luiz Rossini (PV)
Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
