Cidade Jardim: Câmara intervém e acordo sobre ocupação deve sair
Em resposta a um grupo de aproximadamente 80 moradores do bairro que esteve na Câmara para protestar contra a ocupação, o secretário disse que a área está no traçado de passagem dos ônibus BRT (em inglês Bus Rápid Transit), cujas obras devem ser iniciadas ainda em 2013.
“Muitas vezes temos de dizer não, mesmo com o coração partido. E desta vez, vamos dizer não às famílias que ocuparam aquela área. Ali deverá passar o BRT e será usado para esse fim”, garantiu.
A reunião foi articulada pelo presidente da Câmara, Campos Filho (DEM), a pedido dos moradores do bairro, que reclamam do crescente processo de deterioração da região, depois da ocupação. De acordo com os moradores, além da perda de qualidade de vida, o bairro vem sofrendo com o acumulo de lixo, a falta de segurança e a desvalorizações dos imóveis.
Wanderley de Almeida, explicou aos moradores que o leito do antigo VLT vai servir de interligação entre os corredores Ouro Verde e Campo Grande. O trecho tem início no Campos Elíseos – no Corredor Ouro Verde - e passa pela Vila Pompéia, Cidade Jardim, Jardim Miranda, Vila Aurocan até chegar à Vila Iapi, já no Corredor Campo Grande. “Posso garantir que essa área não vai se transformar em loteamento. Ela não terá outra finalidade que não a interligação dos corredores”, reiterou o secretário.
A área foi invadida por integrantes do chamado Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) de Campinas no final de outubro do ano passado. Hoje são mais de 200 famílias ocupando o terreno com barracas feitas de lonas e pedaços de bambu. Na época, a Administração argumentou que não tinha como determinar a reintegração de posse, pois o terreno seria de propriedade da União.
Hoje, o secretário lançou uma espécie de ultimato à ocupação. “Estamos apenas esperando uma posição da Superintendência de Patrimônio da União (SPU) para saber o que eles pretendem fazer. Em seguida, vamos adotar as medidas que consideramos necessárias para a desocupação”, salientou.
Wanderley de Almeida garantiu que o grupo a ser desalojado, será cadastrado em programas de habitação popular do município. “Nós temos programas de habitação popular já consolidados. Para que se tenha uma ideia, vamos construir pelo menos 4 mil moradias populares este ano e mais cinco mil no ano que vem”, afirmou.
“O encontro foi altamente produtivo porque a partir de agora se vislumbra uma solução para o problema. Os moradores do bairro não poderiam ser penalizados por um problema que não é deles. E os sem-teto, também deverão ser encaminhados a programas oficiais”, disse o presidente Campos Filho.
A reunião, que lotou o Plenarinho da Câmara, foi acompanhada pelos vereadores Carlão do PT, Cid Ferreira, Elias, Azevedo, Jorge da Farmácia, Jorge Schneider e Tico Costa e contou com a presença também do secretário de Habitação, Ricardo Chiminazzo.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
