Comissão da Câmara decide visitar Centro de Reabilitação
A Comissão receberá diagnósticos dos movimentos organizados para encaminhá-los conforme as necessidades. Também enviará requerimento pedindo revisão no arquivamento do veto ao PL 110/2012, solicitar reestruturação na questão das rampas como alargamento e o número insuficiente, realização de senso e abrir diálogo com a Setec - Serviços Técnicos Gerais de Campinas. Além do uso do intérprete de libras nos serviços públicos e um banco de reserva que seja previsto no Plano Plurianual PPA 2013.
A próxima agenda da Comissão será uma visita dos vereadores ao Centro de Referência em Reabilitação de Campinas, no distrito de Sousas. São integrantes da Comissão os vereadores Marcos Bernadelli (PSDB), Roberto Alves (PRB), Thiago Ferrari (PTB) e o presidente Paulo Bufalo (PSOL).
Entidades - No encontro representantes do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD) e do Centro de Vida Independente de Campinas – CVI-Campinas entregaram um ofício à Comissão solicitando revisão do veto do Projeto de Lei 110/2012. A matéria foi arquivada na Câmara, no último dia 11 de março, após aprovação do pedido de veto do Executivo. O presidente da Comissão disse ao grupo que o procedimento, agora, é encaminhar um requerimento à Prefeitura solicitando resposta ao ofício das entidades. Se for preciso, a Comissão e os movimentos poderão elaborar novo projeto.
O
PL arquivado trata da obrigatoriedade da inserção do intérprete de
libras em todos os eventos públicos oficiais de Campinas, de autoria
do ex-vereador Francisco Sellin. Para a integrante do Conselho
Municipal e vice presidente do CVI Roseli Bianco, é preciso
encontrar uma saída para o veto.
“Os projetos têm que passar pelo Conselho e assim podemos incluir emendas. Não é possível um veto como esse, enquanto a prefeitura cria uma secretaria para pensar os direitos da pessoa com deficiência, por isso estamos entregando um ofício à Câmara para contar com a sensibilidade dos vereadores”, disse.
A professora de libras e membra do CVI, Cíntia Firmino Ferreira, que é surda, explica que a questão da acessibilidade é muito ampla e não apenas no aspecto físico. “Estamos fora do circuito cultural, se vamos assistir à uma peça de teatro não tem intérprete ou no cinema se é um filme nacional não tem legenda” e lembra que as atividades legislativas começaram o ano sem o profissional.
Bufalo foi contrário ao veto do PL 110/2012 e também foi o requerente para o retorno do serviço do intérprete de libras nas atividades do legislativo, o que ocorreu, no início de março.
Texto: Assessoria do gabinete do vereador Paulo Bufalo
Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
