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  • 2013
  • Comissão Especial das Drogas visita Cratod em São Paulo

Comissão Especial das Drogas visita Cratod em São Paulo

19/07/13
Comissão Especial das Drogas visita Cratod em São Paulo

Roberto Alves (esq.), Mário Sérgio e Rossini

Os vereadores que compõem a Comissão Especial de Estudos sobre as Drogas da Câmara de Campinas estiveram sexta-feira (19/07) no Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), localizado na região central de São Paulo. As informações obtidas durante a visita, segundo os parlamentares, vão ajudar na elaboração do relatório final cujo objetivo visa fazer um diagnóstico da realidade do uso de drogas na cidade com a formulação de um Plano Municipal de Combate às Drogas.

Durante a visita, o presidente da CEE das Drogas, Luiz Carlos Rossini (PV), e o relator Roberto Alves (PRB) foram recebidos por Mário Sérgio Sobrinho, coordenador de Política sobre Drogas da Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, e pelo diretor do Cratod, Alfredo Augusto Ramos Toscano Júnior, que acompanhou os parlamentares por toda as dependências do centro.

Vários integrantes da direção do Cratod ainda fizeram uma ampla explanação de como funciona o serviço que atende mensalmente cerca de 1200 pessoas, durante 24 horas por dia. A unidade, que começou a funcionar em janeiro deste ano, tem por finalidade atender e dar tratamento continuado a pessoas que tenham dependência química.

Ao chegar ao centro, os pacientes são levados para uma avaliação médica na qual pode-se constatar a necessidade de internação antes do início do tratamento. O Cratod oferece 18 leitos para observação e conta com equipes da área da saúde, assistentes sociais, além de juízes, promotores e advogados, que dão auxílio em todo o processo.

Muitas das internações são voluntárias, quando o próprio usuário procura o Cratod. Quando há internação involuntária (com autorização da família), o Ministério Público e o Judiciário são informados. Sobre a polêmica internação compulsória, Toscano Júnior afirmou que foram feitas apenas duas desde que o serviço entrou em operação.

A maior parte dos pacientes internados (84%) é do sexo masculino. Além disso, 94% das internações foram de adultos, com idades entre 18 e 59 anos, e 5,5% foram de adolescentes.

Na parte médica, o Cratod tem hoje 21 psiquiatras a mais e cinco clínicos gerais. Ao todo, são mais de 400 funcionários, com profissionais de psicologia, fisioterapia, odontologia e orientação com nutricionistas, tudo para compor o processo de recuperação do paciente.

O serviço, que funciona também como Caps (Centro de Atenção Psicossocial), ainda realiza oficinas de atividades diversas, como artes, educação física, artesanato, leitura, educação em saúde, teatro do oprimido e outros recursos terapêuticos, como as psicoterapias individuais e em grupo.

Para o presidente da CEE das Drogas, Luiz Carlos Rossini, foi muito importante conhecer o trabalho do Cratod já que um convênio entre a prefeitura e o governo do Estado prevê a instalação em Campinas de um modelo de atendimento semelhante ao adotado na capital paulista. “Teremos que adaptar alguns conceitos para a realidade do nosso município”, afirmou.

Já o relator Roberto Alves definiu o Cratod como um serviço de alta qualidade já que proporciona, além do tratamento médico, acolhimento na área social e jurídica aos dependentes e aos familiares.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa do vereador Luis Carlos Rossini

Publicada em 19/07/2013 15h58