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  • 2013
  • Comissão para os Assuntos de Segurança Pública busca integração de ações

Comissão para os Assuntos de Segurança Pública busca integração de ações

Comissão para os Assuntos de Segurança Pública busca integração de ações

Reunião da Comissão de Segurança Pública


Integração entre o poder o público e a sociedade civil. Esta é a principal ação que a Comissão para os Assuntos de Segurança Pública, presidida pelo vereador Tico Costa (PP) e composta pelos vereadores André von Zuben (PPS), Carlão do PT, Pastor Elias Azevedo (PSB) e Jorge Schneider (PTB), propõe para reduzir os índices de criminalidade no município. Nesta quarta-feira (20/02) a Comissão se reuniu no Plenarinho da Câmara Municipal e voltou a lembrar da importância dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) numa ação coletiva para minimizar a criminalidade. “Estive na segunda-feira (dia 18) numa reunião do Conseg Sul e havia um interesse de participação da entidade no futuro Gabinete de Segurança que será criado na cidade para combater a violência. Por isso, foi com alegria que vi hoje, na imprensa, que o prefeito Jonas Donizette (PSB) incluirá a representação das entidades no Gabinete”, disse Tico Costa.

A questão da unidade da sociedade no combate à violência foi enfatizada pelo vereador Carlão do PT. Para ele, os Consegs são a base para se ter ciência exata do cenário real da criminalidade no município, mas é preciso também que não se remeta o problema unicamente nos momentos de consternação pela morte de alguém mais conhecido na sociedade. “Na periferia temos, em média, de quatro a cinco mortes violentas por semana. Muitas são o reflexo do crime organizado na cidade. Por isso, há a necessidade de políticas públicas efetivas no combate à criminalidade, com um diálogo permanente com a sociedade”, afirmou.

Segundo o petista, para que a Comissão para os Assuntos de Segurança Pública e o Poder Público não façam um papel de “enxugar gelo” na questão da insegurança atual, é preciso que várias secretarias estejam integradas na busca de soluções. “A Secretaria de Educação, por exemplo, é essencial no combate ao crime, porque só com educação conseguiremos reverter este quadro efetivamente”, afirmou. Para Carlão do PT, seminários da Comissão com a participação de sociólogos e antropólogos, além do conhecimento de outras realidades que têm dado certo, como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) cariocas, serão imprescindíveis para ajudar na busca de soluções para o problema.

A mesma ideia tem o Pastor Elias Azevedo. “É preciso reforçar a educação. Sou favorável à volta da matéria de Educação Moral e Cívica nas escolas. Ela faz falta. A família continua sendo a célula mater da sociedade. Na verdade, a sociedade nada mais é do que o reflexo da família. A sociedade é a família ampliada. Por isso é necessário que os pais saibam onde estão seus filhos, que haja diálogo”. Para o socialista, ações como o Projeto Vizinho Legal, onde estes têm maior integração, podem minimizar o problema. “Além disso, há projetos educacionais, como levar meninos e meninas para aulas de dança ou lutas de competição nos momentos que não estejam nas escolas, que podem coibir a participação destes no mundo do tráfico”, enfatiza o Pastor Elias Azevedo. Temos o problema, agora nossa missão é buscar as soluções”, disse. Ele lembrou que hoje há casos onde a população sequer tem acesso a praças públicas se não obtiver antes a anuência do crime organizado do bairro.


Cultura da paz

Já o vereador André von Zuben afirmou que há a necessidade de se criar uma “cultura da paz” no município. Para ele, “é preciso que exista mais tolerância e fraternidade entre as pessoas”. André von Zuben lembrou que hoje se mata sem que haja envolvimento real da pessoa com o mundo do crime, principalmente nos casos banais de agressão ou de violência doméstica, como o recente assassinato de um jovem campineiro no Guarujá por causa de uma conta errada num restaurante. “É preciso minimizar a criminalidade entre o cidadão honesto. E isso se obtém com maior tolerância. Para aqueles que já estão envolvidos no mundo do crime, faz-se necessário tomar medidas efetivas de ações de coerção. Mas uma mudança de cultura entre os cidadãos de bem, que não são criminosos, pode reduzir a violência em alguns casos”, afirmou o vereador do PPS.

André von Zuben disse ser favorável a ações vigorosas no combate à escalada de violência na cidade e que o papel da Comissão é cobrar ações concretas do Poder Público. “Temos hoje muitas vítimas anônimas da violência. É papel nosso, como vereadores, sermos a voz das comunidades, levarmos o clamor da sociedade aos agentes públicos, com ações efetivas. Dessa forma, proponho convidarmos o secretário municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, Luiz Augusto Baggio, para vir debater o futuro plano de governo para o setor. É necessário, como representantes do povo, integramos a comunidade com ações concretas e leis”, disse o vereador.

Já o presidente da Comissão para os Assuntos de Segurança Pública, Tico Costa, fez questão de reforçar a ideia da integração da sociedade e dos poderes públicos e lembrou que ele mesmo já tomou medidas para que isso se consolide. Uma reunião com todos Consegs do município está sendo agendada junto à presidente geral das entidades, Solange Stabille Nigro. Campinas tem hoje 12 Consegs, com dez deles em atividade. “Os Consegs são prioritários no combate à violência. É preciso fortalecê-los. Mas outras ações vêm em conjunto a essa medida. A melhoria da Guarda Municipal (GM) é outra medida que pode ser adotada, com um trabalho maior do setor de inteligência desta corporação. Com isso, você se antecipa ao criminoso e evita a ocorrência do delito”, afirma Tico Costa.

O presidente da Comissão lembrou ainda que já houve contatos com os comandos das polícias Civil e Militar para que elas estejam integradas no plano municipal de combate à violência. “Agendaremos, na Comissão, num momento próximo, reuniões com esses comandos”, frisou. Há visitas previstas também à Central de Monitoramento de Campinas (CIMCamp) e ao município de Indaiatuba, para se avaliar o sistema de câmeras local, que reconhece placas de veículos.

Tico Costa lembrou também da necessidade de uma participação da população em ações simples, mas que podem inibir a escalada do crime. “Soube de um caso, por exemplo, onde parou um caminhão diante de uma residência e os ladrões literalmente roubaram tudo na casa. O vizinho viu tudo, mas achou que era uma mudança, não desconfiou de nada e não avisou a polícia. Se houvesse um contato maior entre os vizinhos, esse roubo teria sido evitado”, diz Tico Costa. Para o pepepista, é importante ainda que o número 153 (da Central de Atendimento da Guarda Municipal) seja mais divulgado à população.



Casas noturnas

A Comissão para os Assuntos de Segurança Pública discutiu também a questão da contínua fiscalização às casas noturnas e locais de grande aglomeração popular em Campinas. Para o Pastor Elias Avezedo, o ato de fiscalizar este setor não deve ser paralisado. “Houve o problema na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), e tivemos uma mobilização nacional neste sentido. Mas, agora, deve ser um fator constante de atenção da Comissão”, disse. Já André von Zuben enfatizou que a Comissão não deixará o fato cair no esquecimento. “Vamos cobrar sempre. Daqui a seis meses, por exemplo, proponho que busquemos junto aos órgãos competentes como está a situação de cada casa que foi autuada, se houve solução efetiva, se alguma foi reaberta irregularmente. Ou seja, é preciso se efetivar uma fiscalização periódica para que possamos evitar em Campinas uma tragédia como a de Santa Maria”, afirmou. O presidente da Comissão, Tico Costa, frisou que uma das medidas propostas pela Casa para o problema - de placas externas com especificações de segurança expostas nos locais públicos de grande aglomeração - está em votação na Câmara.


Texto: Assessoria de Imprensa do gabinete do vereador Tico Costa


Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas


Publicada em 20/02/2013 15h05