Ir para o conteúdo.Ir para a navegação

Portal da Transparência
A+
A-
Acessibilidade
Acessibilidade
Navigation
  • 2013
  • Conselheiros tutelares alertam para falta de vagas nas escolas

Conselheiros tutelares alertam para falta de vagas nas escolas

06/03/13
Conselheiros tutelares alertam para falta de vagas nas escolas

Reunião da Comisssão: diagnóstico

Por iniciativa da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara, representantes dos conselhos tutelares de Campinas estiveram reunidos na noite desta terça-feira (05/03) no Plenarinho da Casa e traçaram um diagnóstico preocupante da situação de crianças e adolescentes no que se refere ao atendimento pela rede municipal de ensino. Os conselheiros identificaram o déficit de vagas no ensino infantil como um dos maiores problemas do setor e alertaram para o agravamento do quadro neste ano.

Segundo dados divulgados pela Prefeitura existem hoje em Campinas, 4.462 crianças na lista de espera por uma vaga. A secretaria de Educação reconhece que o problema maior está na faixa de zero a três anos e lembra do dispositivo constitucional que obriga os municípios a garantirem vagas a todas as crianças a partir de quatro anos, até 2016.


A coordenadora do Conselho da Região Leste/Norte, Regina Burato lembrou sobre o déficit global da cidade, mas alertou para o agravamento do problema em determinados bairros. Segundo ela, a ausência de vagas é mais acentuada em regiões como a do São Martin, Vila Olímpia, São Quirimo ou Jardim Santana. “No São Marcos, há um déficit muito grande, aliado ao fato de ser ali uma região de grande vulnerabilidade”, disse ela. “Na região central da cidade, o déficit também é acentuado, já que existe apenas um creche em todo o centro”, criticou.

Ela disse que, por conta disso, a demanda dos conselhos tem aumentado de forma significativa. Ela diz que dos 1.157 atendimentos espontâneos registrados pelo Conselho em 2012, 54% é por busca de vaga em creche ou em escola. Ela diz que o problema não apenas não está sendo resolvido, como parece estar sendo agravado. “Em 2013, até o dia 28 de fevereiro, esse tipo de reclamação já soma 63% do total”, diz ela.

A conselheira chamou a atenção também para a evasão escolar. Diz que são muitos os fatores que contribuem para que os alunos abandonem a escola, mas entre os principais estão a pouca participação da família no processo escolar, o envolvimento do jovem com drogas, a violência entre os colegas (o bullying) e as dificuldades de aprendizagem.

Além da garantia de vaga e melhoria na qualidade do ensino, o presidente da Comissão, vereador Roberto Alves (PRB) defendeu a implantação de atividades extracurriculares nas escolas públicas. “Nós queremos propor que o professor leve a criança para atividades fora das salas de aula, como como cuidar do meio ambiente, por exemplo. Porque hoje, o que acontece?. A criança acaba a aula e vai pra casa. Não tem esporte, não tem lazer. E assim, ela fica com a mente vazia”, argumenta o vereador.

Além de Regina Burato, estiveram presentes à reunião os conselheiros Eulin Mark Arlindo (Norte/Leste), Natan Volpini (Norte/Leste), Lizia Pires Pontes (Região Norte/Leste), Airton Pereira Junior (Região Norte/Noroeste) e Giuliane Almeida Brandão (Região Sul).


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas





Publicada em 6/03/2013 15h25