Delegacia da Mulher distribui inquéritos parados para outras unidades
A responsável da DDM – Campinas salientou que foram implementadas algumas medidas de urgência em janeiro deste ano, como a distribuição de cerca de quatrocentos processos anteriores a 2009 para outros distritos policiais da cidade. Até então, a unidade contava com 4 mil processos acumulados.
A delegada informou ainda que, com a reestruturação de pessoal a demora do atendimento, que antes era de 4 a 6 horas, não ultrapassa 40 minutos. Atualmente são quatro equipes e cada uma delas conta com uma delegada, 2 escrivães e duas investigadoras. Além disso, a DDM conta com 3 investigadoras no registros de ocorrências e sete funcionárias no cartório central. “Com isso redistribuímos esse trabalho e agora as meninas estão trabalhando com o volume satisfatório de inquéritos”, comentou.
De acordo com a titular da
DDM-Campinas, no primeiro trimestre deste ano foram registrados 3,5
mil boletins de ocorrências. Ela lembra que o trabalho da unidade
não está restrito ao atendimento à violência contra a mulher.
“Temos inquéritos relacionados com o Estatuto da Criança e do
Adolescente e outros tipos de violência, ele é muito mais
abrangente”, disse.
O membro da Comissão Permanente da Mulher, vereador Carlão do PT disse estar preocupado com a distribuição dos inquéritos que estavam sob a responsabilidade da Delegacia da Mulher. “ Tenho medo dessa distribuição dos inquéritos porque esses casos vão ser investigados de forma comum, por pessoas que, talvez, não estejam preparadas para lidar com esses casos específicos”, afirmou.
Ele sugeriu que a Comissão faça uma nova visita à DDM-Campinas para que possa constatar o que foi modificado na unidade, no entanto acredita que é necessário que a delegacia mude de local. “Aguardamos a mudança de local, pois para nós isso é fundamental, uma vez que a vítima pode ser abordada pelo agressor no outro lado da rua, devido à localidade”, ponderou.
A presidente da “Associação de Educação do Homem de Amanhã” e vice-presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Maria Helena Novaes Rodrigues ponderou que o problema da violência doméstica é algo que envolve diretamente as crianças. “ Em 1997 criamos um abrigo para as meninas, pois percebemos que elas estavam desassistidas quando passavam por qualquer problema relacionada à violência doméstica e sexual, pois existiam muitos abrigos para os meninos, mas não havia para o público feminino”, falou.
A presidente da Comissão da Mulher, vereadora Neusa do São João (PSD), acredita que as discussões farão com que as mulheres se conscientizem sobre seus direitos e possam contribuir para a promoção das políticas públicas no município. “Já pedimos dados do IBGE e acreditamos que poderemos reunir informações para tentar formar um quadro da realidade de Campinas. Assim faremos sugestões de políticas públicas para as mulheres que ainda não existem ou que precisam ser aperfeiçoadas”.
O vereador Jorge da Farmácia (PSDB) também participou da reunião.
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
