Lideranças pedem Frente Parlamentar de fomento a economia solidária
De acordo com o diretor da Cooperativa Reciclamp, Valdeci Viana, a cidade precisa entender o funcionamento, para descobrir os benefícios da economia solidária – uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza que tem como base o associativismo e o cooperativismo e como eixo, a valorização do ser humano.
“Precisamos da implementação da política municipal de resíduos sólidos e temos de disciplinar a coleta seletiva”, diz Viana. “Além disso, as cooperativas precisam receber pelo trabalho”, afirma o coordenador-geral do Centro de Referência do Cooperativismo e Associativismo, José Ronaldo Salles Fernandes. “Hoje as cooperativas fazem a divulgação, a coleta e a triagem de materiais, mas não recebem por esse trabalho”, acrescenta ele. Hoje, as entidades recebem apenas pela venda dos produtos. Eles dizem acreditar que a Câmara pode contribuir na formulação de politicas e na elaboração de leis voltadas para o setor. “Não queremos assistencialismo. A economia solidária é, antes de tudo, inclusiva”, afirma Viana.
O presidente Campos Filho disse que a Câmara está preparada para desempenhar esse papel e tem todo o interesse em fazê-lo. “Precisamos aproveitar os ventos favoráveis de agora e abrir todos os canais possíveis para proteção e desenvolvimento desse setor econômico, que ganha importância estratégica para a cidade e para o País”, disse Campos Filho.
Com cerca de 1,1 milhão de habitantes, Campinas tem programa de coleta seletiva há 20 anos. A cidade coleta mil toneladas de lixo por dia, mas apenas 20 toneladas são encaminhadas às cooperativas de reciclagem - o que representa 2% do total. O restante do material coletado é encaminhado ao Aterro Sanitário.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
