Na Câmara, prefeito traça diagnóstico 'preocupante'
Jonas disse ter encontrado um “severo e preocupante” comprometimento financeiro da Prefeitura. Segundo ele, a dívida fundada (que deve ser totalmente amortizada num exercício subsequente ao exercício no qual foi gerada) chega a R$ 1,5 bilhão.
O prefeito relatou ter encontrado R$ 160 milhões em Restos a Pagar e disse ter sido obrigado a fazer contingenciamento de R$ 100 milhões para garantir a travessia deste primeiro ano de mandato.
Jonas Donizette revelou ainda ter encontrado graves erros de projeto de Naves-Mãe. Afirmou ter realizado a readequação dos processos de licitação e de execução das obras e, com isso, garantiu a liberação da verba, que viria do governo federal. O prefeito disse ainda que a administração anterior não aplicou os 25% do orçamento em Educação, como prevê constituição. “Além disso, não cumpriu a promessa de aplicar R$ 34 milhões na Educação, além dos 25%, como havia sido acertado”, afirmou.
O prefeito falou também sobre as metas de longo prazo, além de detalhar objetivos mais próximos.
Ele relatou aos vereadores o plano do governo para os primeiros cem dias , que preveem uma série de ações de manutenção da cidade.
Segundo ele, o programa, a ser executado até meados de abril, inclui recuperação de espaços importantes da cidade, como o Viaduto Miguel Vicente Cury, ou a Lagoa do Taquaral, por exemplo, ou ainda a operação para tapar 40 mil buracos nas ruas.
Jonas detalhou ainda o plano econômico para esses primeiros cem dias, com medidas de corte de despesas e aumento de receitas. O prefeito disse que pretende aumentar as receitas em convênios com os governo federal e estadual e na melhoria da fiscalização.
Com um orçamento anual de R$ 3,7 bilhões, o prefeito deverá anunciar ainda as metas de médio e longo prazo, que vão tratar de ações nas áreas de infraestrutura, saneamento, edução e saúde.
Campos
– O presidente da Câmara, vereador Campos Filho disse que a
presença do prefeito na abertura
da primeira sessão do ano, estava “carregada significados”.
“Além de marcar o início dos trabalhos parlamentares, a vinda do prefeito, representa, sobretudo, a celebração da vigência plena do regime democrático no País e uma demonstração pública de harmonia e apreço recíproco que os Poderes devem cultivar entre si”, afirmou o presidente.
Campos Filho, no entanto, fez questão de ressaltar o caráter de independência do Legislativo.
“Nunca é demais lembrar que sem Parlamento não há democracia e sem democracia não há liberdade. A força da democracia mede-se pela força de seu Parlamento. Só que, para ser forte, o Parlamento precisa ser independente. A harmonia não pode, jamais ser confundida com submissão”, afirmou ele.
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e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
