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PF quer aumento de efetivo para encarar novo Viracopos e Copa do Mundo

12/09/13
PF quer aumento de efetivo para encarar novo Viracopos e Copa do Mundo

Tico Costa (dir.) Campos e Pujol

O delegado-chefe da Polícia Federal, Sebastião Pujol afirmou que o atual efetivo da PF não vai suprir o aumento da demanda que a expansão do aeroporto de Viracopos vai trazer para região de Campinas em relação ao combate do tráfico de entorpecentes. O delegado não conseguiu mensurar a quantidade deste aumento, pois de acordo com ele, será preciso analisar o número dos voos internacionais que a cidade vai passar a receber.

 “Assim que a concessionária que administra o aeroporto calcular qual será a nova demanda, vamos estudar o aumento do efetivo da Polícia Federal”, explicou. A declaração foi dada em audiência na Câmara Municipal de Campinas, realizada na manhã desta quinta-feira (12/09), promovida pela Comissão Permanente de Segurança Pública, presidida pelo vereador Tico Costa (PP).

O delegado lembrou que com a expansão do Aeroporto de Viracopos e com a possibilidade de Campinas ser sub-sede da Copa do Mundo o trabalho da Polícia Federal será ainda mais intensificado. Ele contextualizou que o combate ao tráfico de drogas é continuo, principalmente em cidades como Campinas e toda a Região Metropolitana que somam um alto poder econômico.

“Campinas tem um dos maiores PIB's do país e onde tem riqueza, existe fator de criminalidade, portanto as ações de prevenções serão cada vez mais intensas”, salientou. Pujol(foto abaixo) informou que as ações da Polícia Federal estão focadas no trabalho de prevenção ao combate do tráfico de drogas, prova disso é a redução de prisões das chamadas “mulas” - pessoas que, por exemplo, ingerem drogas para ultrapassar as fronteiras internacionais e entregam para um destinatário diverso no país de destino.

 pujol“Em 2011 tivemos 34 prisões, em 2012, 17 e este ano até o momento, prendemos 3 pessoas com drogas ingeridas”, declarou. Segundo o delegado, em 2012 foram apreendidos 1,25 tonelada, sendo 500kg de maconha e 750kg de cocaína. Além dos entorpecentes, a PF também apreendeu 1,7 milhão de reais e 120 mil doláres. Foram presos 20 traficantes, considerados chefes de grandes organizações criminosas e 50 veículos adquiridos com o lucro do tráfico.

Pujol ressaltou a importância da prevenção ao tráfico de drogas com o impedimento da entrada dessas “mulas” no país. “Trabalhamos com a inteligência da Polícia Federal para identificar essas pessoas, pois depois que elas ingressam no país o custo para a União é muito alto”, explica.

Segundo o delegado-chefe, quando um “mula” entra no país é preciso levá-la a um hospital, comprovar a ingestão da droga, prendê-la em flagrante e após o cumprimento da pena, extraditá-la.

“Quando uma mula entra no Brasil envolvemos gastos do nosso sistema de saúde público, do sistema administrativo penitenciário, de escoltas policiais e passagem para a expulsão do indivíduo. É muito mais barato impedir a entrada dessas pessoas”, ponderou.

O vereador Tico Costa do (PP), presidente da Comissão Permanente de Segurança Pública reforçou que o trabalho da comissão é acompanhar o que os órgãos competentes estão fazendo para minimizar os efeitos dos crimes da cidade. “A presença da Polícia Federal em uma audiência da nossa comissão é de extrema importância para ficarmos cientes das ações realizadas em favor da população”, reforçou.

O presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Campos Filho (DEM) avaliou o encontro de maneira positiva. Ele acredita que os números apresentados mostram o bom trabalho desenvolvido pela Polícia Federal em Campinas e na região. “É muito importante que Campinas tenha equipes treinadas da inteligência da PF, principalmente tendo em vista a Copa do Mundo e as Olimpíadas que vão movimentar muito a entrada e a saída de estrangeiros”, finalizou.

Lei do crime organizado

Sebastião Pujol informou aos presentes no encontro desta manhã, que quando a lei conhecida como “Lei do Crime Organizado” começar a vigorar, a Polícia Federal terá mais força nas investigações. Ele explica que lei fecha uma antiga lacuna na legislação atual. “Antes não tínhamos a tipificação para crime organizado, nossa lei era uma colcha de retalhos que esbarrava em diversos processos burocráticos, mas agora vamos poder atuar com mais agilidade, principalmente no combate das organizações ligadas ao tráfico internacional”.

Em agosto deste ano foi sancionada a Lei 12.850/13 que deve começar a vigorar até o final de setembro. A lei classifica como organização criminosa a presença de quatro ou mais pessoas unidas para cometer algum crime. Ela diferencia também o crime organizado da formação de quadrilha, aplicando penas mais severas para o primeiro.


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

 


Publicada em 12/09/2013 14h40