Ferrovia: obras contra acidentes deverá vir de repasse feito por concessionária
29/11/13
A Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal de
Campinas se reuniu na manhã desta sexta-feira (29/11) para discutir estratégias
que minimizem os efeitos causados pelas ampliações da malha ferroviária que
passam pelos centros urbanos, entre elas as ocorrências de acidentes. Uma das
principais reclamações dos moradores do entorno das ferrovias é a falta de obras
de infraestrutura como, por exemplo, a construção de passarelas, implantação de
sinalização de trânsito, pontilhões e viadutos.
Andriele Rodrigues coordenadora de patrimônio da ALL, afirma que além das obras de infraestrutura no entorno das ferrovias é preciso criar uma ‘cultura de respeito’ com esse meio de transporte. “A população precisa entender que um trem pesa muitas toneladas e demora até 800 metros para conseguir frear até parar, por isso é muito importante respeitar as sinalizações e também os avisos sonoros”, enfatiza.
O promotor de justiça do Ministério Público Federal, Áureo Marcos Lopes, elogiou a iniciativa do encontro e explicou que apesar das ferrovias da RMC serem de responsabilidade da ALL, a União também tem responsabilidades diante da população. “A União também é responsável por buscar saídas jurídicas para que garantam a segurança da população. No caso das ferrovias temos muitos órgãos e departamentos envolvidos que possuem suas regras e suas maneiras de trabalhar, por isso é preciso cautela na realização dos projetos”, pondera.
Zarattini reforça que se sua proposta seguir adiante, a própria ALL fará as obras paradas das cidades da RMC. “Eu tenho certeza que se depender do poder público, a duplicação da ferrovia vai sair e as obras no entorno dela não”, garante o deputado.
O presidente da comissão, vereador Carmo Luiz (PSC) vai encaminhar um moção para que a sugestão dada pelo deputado seja estudada por todos os órgãos envolvidos no processo da ampliação da ferrovia. “Precisamos do desenvolvimento que as ferrovias trazem para o país, mas também não podemos deixar de lado a segurança da população. Acredito que a sugestão dada pelo deputado Zaratini seja um bom caminho a ser seguido”, finaliza.
Publicada em 29/11/2013 16h41
O deputado federal Carlos Zarattini (PT) propôs como solução
que as empresas detentoras das concessões das ferrovias realizem essas obras,
já que segundo ele a burocracia impede que tanto o governo Federal quanto o
Municipal façam este trabalho com a mesma velocidade que a concessionária
realiza as duplicações. “Vou propor um projeto de lei que permita que as
concessionárias realizem esse trabalho e, como contrapartida, vamos estudar um
menor valor de repasse para a União ou até mesmo um prazo maior para a
exploração das ferrovias”, afirma.
A América Latina Logística (ALL) empresa responsável pela duplicação
da ferrovia que liga Campinas até o porto de Santos, passando por diversas
cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), repassa cerca de 140 milhões
de reais por ano para o governo Federal. Emanuel Tavares Costa Júnior, assessor
da diretoria de relações institucionais da ALL explicou que o modelo de
concessão dado à empresa não permite a realização de obras no entorno.
“Nossa concessão é como um aluguel de casa, devemos preservar e manter o patrimônio, mas não podemos construir passarelas, por exemplo, mas estamos à disposição de todos os órgãos competentes para buscar caminhos que minimizem os impactos para a sociedade”, garante.
“Nossa concessão é como um aluguel de casa, devemos preservar e manter o patrimônio, mas não podemos construir passarelas, por exemplo, mas estamos à disposição de todos os órgãos competentes para buscar caminhos que minimizem os impactos para a sociedade”, garante.
Andriele Rodrigues coordenadora de patrimônio da ALL, afirma que além das obras de infraestrutura no entorno das ferrovias é preciso criar uma ‘cultura de respeito’ com esse meio de transporte. “A população precisa entender que um trem pesa muitas toneladas e demora até 800 metros para conseguir frear até parar, por isso é muito importante respeitar as sinalizações e também os avisos sonoros”, enfatiza.
O promotor de justiça do Ministério Público Federal, Áureo Marcos Lopes, elogiou a iniciativa do encontro e explicou que apesar das ferrovias da RMC serem de responsabilidade da ALL, a União também tem responsabilidades diante da população. “A União também é responsável por buscar saídas jurídicas para que garantam a segurança da população. No caso das ferrovias temos muitos órgãos e departamentos envolvidos que possuem suas regras e suas maneiras de trabalhar, por isso é preciso cautela na realização dos projetos”, pondera.
Zarattini reforça que se sua proposta seguir adiante, a própria ALL fará as obras paradas das cidades da RMC. “Eu tenho certeza que se depender do poder público, a duplicação da ferrovia vai sair e as obras no entorno dela não”, garante o deputado.
O presidente da comissão, vereador Carmo Luiz (PSC) vai encaminhar um moção para que a sugestão dada pelo deputado seja estudada por todos os órgãos envolvidos no processo da ampliação da ferrovia. “Precisamos do desenvolvimento que as ferrovias trazem para o país, mas também não podemos deixar de lado a segurança da população. Acredito que a sugestão dada pelo deputado Zaratini seja um bom caminho a ser seguido”, finaliza.
Participaram também da reunião os vereadores Angelo Barreto (PT), Carlão do PT e Carlinhos Camelo (PT).
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
