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Prefeitura passa a pagar em dia, mas investimento ainda será baixo, alerta secretário

29/05/13
Prefeitura passa a pagar em dia, mas investimento ainda será baixo, alerta secretário

Secretário Hamilton Bernardes Junior

O secretário de Finanças, Hamilton Bernardes Junior disse na manhã desta quarta-feira (29/05) em audiência pública na Câmara Municipal, que a Prefeitura fechou o primeiro quadrimestre do ano com pelo menos três boas notícias: está pagando fornecedores em dia; praticamente zerou o Restos a Pagar de R$ 163 milhões herdados da Administração anterior, e obteve uma arrecadação de R$ 300 milhões – valor considerado acima da expectativa. Só que isso não é motivo suficiente para comemorações já que, segundo ele, a lista de problemas continua grande.

O secretário disse que as receitas correntes subiram 9,2% no período, mas as despesas chegaram a 15%. “Não temos espaço para nenhum aumento de despesas”, disse. Os investimentos, segundo ele, vão girar entre 4% e 5%. “No máximo, poderemos chegar a 7%”, afirmou.

O secretário lembrou que a arrecadação de R$ 300 milhões é sazonal e a partir de agora a tendência é apenas cair. “Tivemos três meses de vacas gordas, mas podemos esperar que a partir de agora serão nove meses de vacas magras”, alertou.

Ele diz que o Executivo trabalha em três frentes para ampliar a arrecadação. Pretende ampliar os convênios e trazer dinheiro de fora (Estado e União); reforçar a cobrança de tributos e abrir espaços para novos financiamentos.

Hamilton Bernardes disse que de uma forma geral, a dívida consolidada caiu de 35% para 32,7%, mas reclamou do aumento significativo dos gastos com precatórios, que subiram R$ 90 milhões em relação ao mesmo período do ano passado. A estimativa é que chegue a final do ano com déficit de R$ 150 milhões.

Disse que a dívida da Prefeitura já bate na casa do R$ 1,5 bilhão e destes, R$ 400 milhões são de refinanciamento. “Se pegarmos por qualquer indexador que se queira, essa dívida (refinanciamento) já está paga. Se usarmos a Selic, que é é indexador aplicado pelo governo, cairia para R$ 100 milhões”, argumenta.

O secretário demonstrou preocupação também com os recursos aplicados na Saúde e Educação.”Estamos gastando mais que o dobro em Saúde se levarmos em conta o que manda a lei e não dá mais para investirmos por conta própria. Por isso, precisamos de outras ações para ampliar a eficiência nos serviços, além de contar o ingressos de recursos estaduais e federais”. Diz. Na Educação, segundo ele, o problema é a liquidação de apenas 17% do previsto.

Uma aposta de longo prazo, diz o secretário, é o dinheiro proveniente dos convênios. “Nós já temos R$ 500 milhões em convênios, mas ainda precisaremos de mais 15 ou 16 meses para que esses recursos sejam efetivamente repassados”, disse. Segundo ele, são recursos para infraestrutura, saneamento, educação e saúde.

A audiência pública foi promovida pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara e conduzida pelo vereador EliasAzevedo (PSB). Também participaram da audiência os vereadores André Von Zuben (PPS), Marcos Bernardelli (PSDB) e Rafa Zimbaldi (PP).


Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas



Publicada em 29/05/2013 12h13