Projeto da cota racial no serviço público será votado em regime de urgência
O pedido de urgência foi precedido de uma reunião do vereador, com lideranças do Movimento Negro de Campinas, como o Instituto Cultural Baba Tojoli, Grupo Força da Raça e Inzo Musambo Kaiango M' Boti Ofula. Conforme a proposta, as cotas raciais deverão incidir sobre os trabalhadores e estagiários profissionais contratados pela administração direta e indireta e também para serviços terceirizados (contratados com a iniciativa privada). Com a aprovação do regime de urgência, o projeto deve entrar em votação quanto a Legalidade já na reunião da próxima segunda-feira (20/05).
De acordo com o vereador, o objetivo do projeto é reparar a desigualdade histórica a que a população negra ainda é submetida no Brasil. “Essa lei inicia um processo de reparação para que se possa diminuir o fosso existente hoje entre o branco e o negro”, disse Carlão. “Porque, mesmo hoje, nós, negros continuamos sofrendo, já que não há políticas publicas de inclusão do negro nas escolas, em especial nos níveis superiores. Os salários pagos aos negros são menores, já que também estão alijados do mercado de trabalho”, denuncia.
“Os jovens negros que não estão na cadeia, estão sendo assassinados nas ruas das grandes cidades”, acrescentou. “As políticas de reparação estaõ longe de serem cumpridas neste país”, concluiu.
Carlão do PT lembrou que Campinas foi a última cidade do país a abolir a escravatura e pediu a o cumprimento da Lei 10.369, que coloca a história do negro no Brasil no currículo das escolas municipais.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
