Secretário admite que Campinas viveu 'apagão cultural"
O
presidente da Comissão Permanente de Educação, Cultura e Esportes,
vereador Gustavo Petta (PC do B) abriu o segundo encontro da
comissão, nesta terça-feira (26/02), questionando o secretário da pasta de Cultura, Ney
Carrasco, sobre as ações imediatas para tirar Campinas do “apagão
cultural” que vem sofrendo há anos.
Carrasco
admitiu que a situação da cultura da cidade estava deprimente. “Eu
imaginava que encontraríamos uma situação desconfortante, mas o
que vi foi muito pior. Vi salas culturais transformadas em galpões
de lixo, equipamentos sendo deteriorados, entre outros descasos”,
revelou.
Ele contou que nos últimas 60 dias de governo a primeira prioridade foi a realização do Carnaval, após isso deu início na recuperação estrutural dos espaços públicos como, por exemplo, o Museu de Imagem e Som e iniciou os projetos de recuperação e reabertura do Centro de Convivência.
Ele contou que nos últimas 60 dias de governo a primeira prioridade foi a realização do Carnaval, após isso deu início na recuperação estrutural dos espaços públicos como, por exemplo, o Museu de Imagem e Som e iniciou os projetos de recuperação e reabertura do Centro de Convivência.
A reunião foi marcada por muitas discussões e
expectativas positivas para a área da cultura da cidade. Os
vereadores da comissão puderam ter um panorama dos trabalhos que
serão desenvolvidos pela atual gestão.
Uma
questão polêmica discutida na reunião foi a reabertura do Centro
Escolar de Música Manoel José Gomes. Carrasco garantiu que a escola
será reaberta no segundo semestre deste ano. “Não há má vontade
política, porém para se fazer bem feito no serviço público é
preciso tempo”, ressaltou.
Planejamento e ações
O secretário informou à comissão que sua gestão terá como direcionamento quatro grandes eixos: visibilidade, formação, diversidade e integração. Ele pretende fazer com que as produções culturais alcancem um maior número de pessoas e faça com que Campinas volte ao patamar nacional e mundial que já esteve.
Carrasco quer oferecer uma formação cultural que seja continuada, no que se refere aos cursos de artes, além de cursos temporários para a população.
No
eixo diversidade, Carrasco enfatizou a valorização de todos os
projetos sem distinção de estética. “Vamos avaliar a qualidade
dos projetos, sem levar em consideração preferencias pessoais”,
garantiu.
O secretário disse que a cultura permeia muitas áreas da política e que portanto é preciso uma boa integração entre as partes. “Não vamos valorizar apenas teatros e espetáculos, queremos promover ações em que a cultura está inserida, como por exemplo, o tratamento médico por meio de ações culturais, como é feito no programa dos Hospitalhaços”, exemplificou.
O secretário disse que a cultura permeia muitas áreas da política e que portanto é preciso uma boa integração entre as partes. “Não vamos valorizar apenas teatros e espetáculos, queremos promover ações em que a cultura está inserida, como por exemplo, o tratamento médico por meio de ações culturais, como é feito no programa dos Hospitalhaços”, exemplificou.
Para
ajudar a recuperar a cultura da cidade, a secretaria criou dois
mini-escritórios que darão suporte à população para
a criação de projetos culturais e administração da
prestação de contas desses projetos. “Vamos oferecer uma
consultoria para que as pessoas possam elaborar projetos coerentes e
não sejam mais suspensos de receber verbas públicas por falta de
conhecimento na prestação de contas”, explicou.
O
presidente da comissão, vereador Gustavo Petta, faz um balanço positivo em relação aos
esclarecimentos dos projetos para a cidade. “Cabe a nós
vereadores, acompanhar os processos, fiscalizar as atividades para
que Campinas não passe mais pelo apagão cultural que passou”, afirmou.
Carrasco se compromete a intermediar pelos músicos
Vários músicos e produtores musicais estiveram na reunião e cobraram do secretário de Cultura uma atitude com relação às casas que foram fechadas após o cumprimento Decreto do Executivo, publicado em 30 de janeiro, que resultou no desemprego de muitos profissionais da área.
Ele ressalta que já propôs uma força-tarefa para que a Prefeitura seja ágil na reabertura dos estabelecimentos que já se adequaram as exigências.
