Sindicato quer patrulhamento 24h em caixas eletrônicos e vigilantes com armas não letais
O tesoureiro do SindiVigilância, Valnei Gomes da Silva, afirmou que se a Lei Municipal 11.367/02, que obriga a presença de um vigilante nos caixas eletrônicos 24 horas, fosse cumprida, muitos crimes teriam sido evitados. “A lei não é cumprida porque vai gerar gastos para os bancos, mas precisamos entender que segurança não tem preço”, disse.
O SindiVigilância defende também a utilização de armas não letais, como por exemplo, arma de eletrochoque e spray de pimenta, no trabalho de segurança bancária. De acordo com Silva o uso de armas de fogo expõe o trabalhador a um risco maior. “As armas não letais são mais caras que as de fogo e ninguém quer pagar essa conta, sem contar que precisamos de treinamento para saber manuseá-las de maneira segura e isso também vai gerar gastos que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) não quer arcar”, ressalta.
Outro levantamento apontado pela categoria e que também não é cumprida em todas as agências bancárias na cidade é a presença do chamado ‘escudo de proteção’ – equipamento que protege e esconde o vigilante, além de ficar posicionado em local estratégico dentro da agência. “O escudo proporciona um trabalho mais tranquilo para o vigilante, pois ele tem visão privilegiada do que acontece na agência e ao mesmo tempo está protegido”, explica Silva. Ele também afirmou que em muitas agências é preciso entrar judicialmente com o pedido para que os bancos disponibilizem o equipamento.
O vereador e integrante da subcomissão, Pastor Elias Azevedo (PSB) garantiu que essa discussão será ampliada, pois, segundo ele está diretamente ligada ao mercado de armas. “A primeira coisa que os assaltantes roubam são as armas dos vigilantes que acabam alimentam o comércio ilegal de armas e são usadas em outros crimes”.
O diretor do Sindicato dos Bancários, Samuel Galzerano, também reivindicou uma demanda antiga dos funcionários com relação à blindagem total das fachadas das agências. “A blindagem não é um investimento alto e com certeza evitaria muitos assaltos, sem contar a sensação de segurança que ela oferece aos bancários e a população”, afirma.
Crime da saidinha - Outra Lei Municipal discutida no encontro é a “Lei dos biombos”, de autoria do vereador Cidão Santos. De acordo com Galzerano, a implantação de biombos em agências na cidade de João Pessoa (PB) reduziu os assaltos conhecidos como ‘saidinhas de banco’ em 90%. “Está comprovado que os biombos inibem os assaltos e oferecem mais segurança para os clientes e funcionário, mas precisamos que a lei seja cumprida”, enfatizou.
Na semana passada, representantes do banco Itaú se comprometeram a implantar os biombos, inicialmente em dez agências, com a garantia de que futuramente todas receberiam o equipamento.
O vereador e presidente da subcomissão André Von Zuben (MD) avaliou o encontro positivamente e garantiu que todas as reivindicações serão estudas e constarão no relatório final da subcomissão.
“As demandas que estão surgindo com nossas reuniões comprovam a importância do trabalho direcionado que estamos fazendo. Tenho certeza que nosso relatório final vai apresentar um grande avanço para um melhora da segurança bancária em nossa cidade”, acredita.
Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
