Violência contra Mulher: vereador quer reunir parlamentares da RMC
A Frente é composta por parlamentares, entidades da sociedade civil e movimentos sociais. No ato do lançamento, três parlamentares e três entidades da sociedade civil compuseram a Frente, além de mais de vinte outras entidades que assinaram como apoiadoras. A expectativa, a partir de agora, é de que essa participação seja ampliada. Carlão é um dos principais articuladores da Frente, cujo objetivo é unir forças de todas as 19 cidades da RMC para propor e cobrar melhorias nos serviços prestados às mulheres vítimas de violência e que promovam autonomia das mulheres na região.
Outra proposta encaminhada pelo vereador no ato de lançamento da Frente é a de promover, nas próximas semanas, uma reunião entre representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e de entidades que atuam na defesa dos direitos da mulher na cidade, para identificar demandas e propor ações. Entre as principais bandeiras da Frente está a ampliação do número de Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) em Campinas, que tem apenas uma unidade e que funciona somente durante a semana e em horário comercial, e também na região. Das 19 cidades, apenas 8 possuem uma unidade da Delegacia especializada.
CASA DA MULHER BRASILEIRA - Entre as articulações políticas da Frente, a partir de agora, está a de viabilizar a instalação de uma Casa da Mulher Brasileira em Campinas, programa anunciado em março pelo Governo Federal para capitais de estado. Carlão do PT deve unir esforços com a deputada Ana Perugini (PT), que integra a Frente, outros parlamentares e forças políticas e sociais para sensibilizar a presidenta Dilma neste sentido.As justificativas para a necessidade de uma Casa da Mulher Brasileira em Campinas são o aumento da violência contra a mulher (somados os registros de crimes pela Polícia nas 19 cidades, a RMC teve aumento de 16,5% no número de estupros de 2011 para 2012. Em Campinas este aumento foi de quase 30% no mesmo período comparado) e o desaparelhamento do governo do estado na RMC, haja vista a precarização do atendimento nas DDMs.
“Nenhum crime contra a mulher pode ser admitido, especialmente o que vem sendo cometido pelo Governo do Estado, com o sucateamento da estrutura de apoio”, defendeu Carlão do PT.
“Não somos culpadas, não importa se usamos mini-saia ou saia comprida. Qualquer coisa que façam com nosso corpo sem nossa autorização é crime. Não vamos aceitar de qualquer autoridade a justificativa de que o aumento do número de estupros é porque agora, com a Lei Maria da Penha, atentado violento ao puder é considerado estupro”, disse a Ana Perugini.
Texto: Assessoria do vereador Carlão do PT
Foto: Assessoria de Imprensa da Cãmara Municipal de Campinas
