Câmara realoca valores do próprio orçamento e fará reforma ampla para adequar e modernizar prédio do Legislativo
Goteiras que formam poças no plenário, molham gabinetes e umedecem a biblioteca ameaçando livros e documentos históricos; placas de carpete soltando e pisos rachados nos mais diversos ambientes; fiação elétrica inadequada e internet que cai a todo momento, prejudicando o andamento dos trabalhos, atendimento à população e envio de informações. Estes são alguns dos problemas notórios, e até mostrados constantemente pela mídia, que afetam o prédio da Câmara Municipal de Campinas - o complexo foi inaugurado em dezembro de 2005 e a área do Plenário em dezembro de 2006.
“Infelizmente esses problemas vêm aumentando durante os anos e gerando uma série de transtornos para instituição, vereadores, funcionários e a população que frequenta a Casa. No caso da Biblioteca, inclusive, um munícipe chegou a denunciar ao Ministério Público que a umidade estava afetando livros e documentos, e o Legislativo foi até notificado pelo MP para resolver a situação”, conta Rafa Zimbaldi (PP), presidente da Câmara Municipal. Para eliminar as inadequações e modernizar todo o prédio do Legislativo, a Câmara fará uma reforma ampla em todos os prédios que formam o complexo onde funciona o Legislativo.
A biblioteca, por sinal, será o primeiro local a sofrer intervenção: não existe laje em diversos pontos do telhado da edificação destinada a livros e documentos, o que gera vazamento de água sobre o acervo. A Câmara irá locar um imóvel para onde serão transferidos o acervo e as atividades administrativas do espaço, para que sejam construídas as lajes e adequações necessárias.
Os pisos de diversos setores e gabinetes dos vereadores também serão trocados – hoje há desde carpetes estragados e levantados a trincas no chão – e, neste período, os gabinetes que estiverem passando por reforma serão realocados temporariamente para o prédio já reformado da Biblioteca. Toda a cobertura da maioria dos prédios que formam o complexo da Câmara também será refeita, uma troca de telhado para eliminar as inúmeras goteiras que despejam água até mesmo em gabinetes e no plenário quando há chuvas mais fortes.
A parte elétrica também terá de ser inteiramente refeita, pois há defasagem de distribuição de energia na Casa, bem como inadequação às atuais exigências de segurança, que precisam ser respeitadas (um novo projeto está sendo desenvolvido e aprovado junto aos departamentos e autarquias necessárias). Também será adquirido um novo gerador para a Câmara, visto que o atual só atende ao Plenário em caso de falta de luz, deixando praticamente todo o restante dos departamentos e gabinetes no escuro.
A reforma incluirá ainda a modernização do sistema de Internet disponível, com novo cabeamento e aumento de capacidade tanto para quem utilizar a rede por conexão física quanto via Wi-Fi. “Nosso wireless hoje é deficitário, em especial o que fica aberto no plenário: em noite de sessão, quando parte das pessoas presentes começa a utilizá-lo ele já se mostra insuficiente, ninguém consegue conexão”, atesta Rafa.
O estacionamento da Câmara também terá o piso removido: em vez dos paralelepípedos atuais, será colocado um piso intertravado – que é ecologicamente correto e mantém a permeabilidade do solo. Por fim, estão previstas ainda adequações no plenário, que ainda estão sendo projetadas.
A concorrência pública para a reforma será lançada ainda neste mês de julho e o início das obras é previsto para o final de setembro/início de outubro, com término até maio de 2016. A estimativa é que as obras custem em torno de R$ 2 milhões e a reformulação para transmissão de dados custe outro R$ 1 milhão. A parte elétrica, que ainda depende de projetos específicos, não tem ainda valor definido. Importante ressaltar que todo este valor sairá do próprio orçamento da Casa: por meio de ato da Mesa já aprovado na sessão de 29 de junho, as verbas foram parcialmente cortadas de diversas áreas – como consultoria e custo com viagens, por exemplo – e realocadas para as obras.
“É fundamental salientar para toda a população, que inclusive tem sofrido com os problemas de estrutura da Casa, que a reforma não implicará em desperdício ou aumento de verbas: estamos cortando em outras áreas para fazer o que é mais necessário. É como a pessoa que recebe a ordem do seu médico de não comer mais carne vermelha e passa a comprar frango com o dinheiro que antes usava para comprar bife. O dinheiro é o mesmo, a aplicação é que muda”, finaliza Rafa Zimbaldi.
Confira também na edição do jornal da TV Câmara, abaixo, reportagem sobre a reforma:
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
