Ir para o conteúdo.Ir para a navegação

Portal da Transparência
A+
A-
Acessibilidade
Acessibilidade
Navigation
  • Maio
  • CEE que analisa iniciativas contra obesidade e diabetes se reúne nesta terça

CEE que analisa iniciativas contra obesidade e diabetes se reúne nesta terça

18/05/2015
CEE que analisa iniciativas contra obesidade e diabetes se reúne nesta terça

O vereador Luís Yabiku, presidente da CEE: problema da obesidade afeta todo o planeta

A Comissão Especial de Estudos (CEE) criada para debater e propor iniciativas de prevenção e controle da obesidade e diabetes vai realizar no próximo dia 19 de maio a sua primeira reunião, no Plenarinho da Câmara Municipal de Campinas. Presidida pelo vereador Luis Yabíku (PDT), a comissão convidou a médica e professora do departamento de neurologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Maria Carolina Loureiro, para falar sobre o impacto socioeconômico que as doenças crônicas não transmissíveis causam às famílias e ao Estado.

O tema ganha relevância no momento em que duas em cada três mortes ao ano, em todo o planeta, já podem ser atribuídas a essas doenças, muitas delas provocadas por uma verdadeira pandemia mundial em que se transformou a obesidade e o sobrepeso, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Hoje, a obesidade já é considerada uma das principais causas de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, responsáveis por 70% das mortes no Brasil. Atualmente quase 50% dos jovens brasileiros apresentam sobrepeso. “A comissão tem como objetivo criar ações que ajudem a combater este problema”, pontua Yabiku.

Integram também a comissão os vereadores Luiz Carlos Rossini (PV), Jota Silva (PSB), Zé Carlos (SDD) e Edison Ribeiro (PSL). Zé Carlos será o relator. A Comissão tem prazo de 90 dias, prorrogável por igual período, para convidar especialistas para debater o tema na Câmara.

Fora de controle

A obesidade – fortemente associada à diabetes - se tornou uma pandemia mundial devido às alterações nos hábitos alimentares e à evolução tecnológica que reduziu drasticamente as atividades físicas. Ao longo de décadas, a indústria alimentícia alterou a fórmula original e natural dos alimentos. Para que durem mais, eles foram refinados, perdendo sua característica integral.

Assim como em todo o planeta, a situação é também alarmante no Brasil. Dados do último levantamento do Ministério da Saúde, de 2013, indicam que 51% da população brasileira acima de 18 anos estão acima do peso ideal. Este número aumentou em relação aos resultados anteriores: em 2006, a proporção era de 43%. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

Para agravar ainda mais o quadro, a obesidade é um problema de saúde pública que afeta duramente as crianças e os adolescentes. Quase metade (47,6%) das crianças brasileiras de 5 a 9 anos temobesidade ou sobrepeso, de acordo com dados do IBGE. Na faixa etária de 10 a 19 anos, um em cada quatro (26,45%) está acima do peso.

Alimentação inadequada e sedentarismo são os principais vilões daobesidade infantil, que pode causar nos pequenos problemas considerados de adultos, como diabetes, colesterol alto, insônia e hipertensão, tornando as crianças mais predispostas à obesidade no futuro.

 

De acordo com os médicos, em praticamente 100% dos casos, os culpados pela obesidade infantil são os pais. Afinal, o ambiente familiar determina o comportamento do filho até a idade adulta.

Os hábitos modernos que levam os jovens a passar horas à frente de um computador, tablet ou smartphone provocam uma redução significativa no tempo de sono. E dormir pouco na adolescência pode levar à obesidade nos anos seguintes.

Esta é a conclusão de uma pesquisa feita na Universidade de Columbia (EUA). De acordo com a pesquisa, um adolescente de 16 anos que dorme menos de seis horas por noite tem um risco 20% maior de se tornar obeso aos 21 do que uma pessoa da mesma idade que dorme mais de oito horas.

Sobre a palestrante

Com mestrado em neurociências e doutorado em Inovações Terapêuticas pela Universidade de Paris XI, Maria Carolina Loureiro abordará o tema “Saúde e Globalização: o impacto socioeconômico das doenças crônicas não transmissíveis em Campinas e as estratégias de prevenção”. Ela é professora no Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da PUC-SP desde 2009. Possui residência médica em neurologia e neurocirurgia pela PUC Campinas e pela Universidade de Paris.

Possui também mestrado profissional internacional em doenças neurovasculares pela universidade de Mahidol (Tailândia) e especialização em Neurorradiologia Intervencionista na Fondation Rothschild, em Paris. É especialista em relações internacionais pela FGV de São Paulo e concluiu o Programa de Saúde Global do Graduate Institute (IHEID) em Genebra, Suíça, onde se formou em Diplomacia da Saúde; Propriedade Intelectual, Direito e Saúde Pública e em Diplomacia voltada para doenças crônicas não transmissíveis. Cursou Direitos Humanos na Universidade de Genebra (Suíça).

Atualmente, desenvolve pesquisa sobre Saúde Global e Diplomacia em Saúde e introduziu esta disciplina de Saúde Global na PUC-SP, sendo a primeira faculdade de medicina no Brasil a ter esta formação. Tem experiência na área de medicina, com ênfase em Neurologia e Neurocirurgia, atuando principalmente no AVC, doenças cerebrovasculares e em neurorradiologia intervencionista.

Serviço

1ª Reunião da CEE sobre Obesidade e Diabetes
Palestrante: Dra. Maria Carolina Loureiro
Tema: “Saúde e Globalização: o impacto socioeconômico das doenças crônicas não transmissíveis em Campinas e as estratégias de prevenção”
Local: Plenarinho "Sala Sylvia Paschoal", Câmara Municipal de Campinas, Rua Roberto Mange, 66
Data: 19 de maio (terça-feira)
Horário: das 16h às 18h

Texto: Assessoria de Imprensa do vereador Luís Yabiku
Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 18/05/2015 17h33