Em reunião da CEE da ideologia do gênero, vereadores defendem mais estudo sobre o tema e refutam homofobia
A Comissão de Especial de Estudos sobre a Ideologia do Gênero realizou nesta sexta (29) a primeira reunião na Casa de Leis, tendo como convidados a teóloga Kátia Maria Bouez Azzi, representando a Comunidade Católica Pantokrator, e o também teólogo André Misiara, que pertence a Comissão de Bioética e Defesa da Vida da Arquidiocese de Campinas.O encontro foi marcado pela refuta dos vereadores a qualquer tipo de relação com homofobia no Legislativo, em virtude de esta acusação ter sido feita contra alguns parlamentares pela defesa efusiva feita por eles em relação ao projeto do edil Campos Filho (DEM) que veta a ideologia na Lei Orgânica de Campinas. Além disso, foi senso comum na reunião que o assunto, que será tema de audiência pública na segunda (1º), merece um estudo mais aprofundado.
“Queremos ampliar o debate em outras reuniões, envolver mais especialistas, estudiosos, amadurecer os conceitos para pensar o modelo de sociedade que queremos, sempre respeitando as diferenças entre as pessoas”, disse Luiz Carlos Rossini (PV). Já o presidente da CEE, vereador Jorge Schneider (PTB), reforçou que encara a diversidade com respeito.
“Tenho vizinhos, parentes e amigos que têm diferentes opções sexuais e os respeito muito, mas sou respeitado por eles também. O que não pode ocorrer é a intolerância de qualquer parte e na quarta passada, quando viraram as costas para mim no plenário e me xingaram, aquilo foi um desrespeito. Isso, não”, protestou.
O próprio Campos Filho, autor do Projeto de Emenda à Lei Orgânica, endossou que ninguém está pregando o preconceito. “Tenho amigos homossexuais que abraço e beijo, ninguém está contra gays ou lésbicas. O que não quero é que a ideologia do gênero seja colocada como obrigação nas escolas, não posso permitir que famílias deleguem para os colégios o que é algo próprio e particular de cada família. A família educa, a escola escolariza”, afirmou.
O vereador Jeziel Silva PP reforçou a necessidade de a CEE levantar mais dados sobre o tema. “Não podemos aprovar nada sem ter total conhecimento do assunto”, diz, lembrando que a CEE voltará a se reunir em 11 de junho. A mesma posrtura foi compartilhada pela especialista Kátia. “No Brasil a gente vive importando conceitos prontos e temos que tomar cuidados. É preciso estudar mais o assunto, promover reflexão a respeito.”
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
