Em reunião da CEE dos atrasos do transporte coletivo, secretário anuncia novos corredores e prazo para GPS; vereadores criticam ausência de empresas
Em reunião realizada na tarde desta quarta (13) na Câmara Municipal de Campinas pela Comissão Especial de Estudos criada para fiscalizar atrasos e descumprimento de itinerários no sistema de transporte urbano, o secretário da pasta e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, anunciou um verdadeiro pacote de ações que, acredita, minimizarão os problemas. “Estamos trabalhando uma série de ações neste sentido. Já temos, por exemplo, um projeto para aumentar as faixas exclusivas de trânsito de coletivos, a colocação do GPS nos ônibus ocorrerá em julho e proporcionará fiscalização em tempo real de linhas consideradas problemáticas, e também aumentaremos o número de fiscais com mais 70 agentes já aprovados em conurso público”, disse.
O secretário informou ainda que em um futuro breve deverão ser ativadas duas linhas do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e com o início do sistema de tronco alimentado que virá com BRT (Bus Rapid Transit), também deverão ser eliminados problemas de atraso das linhas e itinerários equivocados. Por fim, o secretário descartou qualquer possibilidade de rodízio de automóveis por placas na cidade.
O presidente da CEE, vereador Tico Costa (SDD), afirmou que a reunião foi positiva, porém criticou a ausência dos empresários que operam as linhas. “Lamentamos e repudiamos a falta deles nesta reunião, até porque ouvimos as críticas da população e esta era uma chance que eles tinham de se defender em público. Pelo que o secretário disse aqui, contudo, acredita na possibilidade de melhoras, mas a comissão vai continuar seus trabalhos em busca de mudanças que beneficiem a população que depende dos ônibus”, disse.
O vereador Jorge Schneider (PTB) engrossou o desagravo aos ausentes. “Isso foi um descaso dos empresários. Campinas já passagem mais cara do Brasil em termos de transporte coletivo e o mínimo que eles podiam fazer era estar presentes para dar satisfação a esta Comissão e a esta Casa, que representa a população da cidade.”
Diversos representantes do sistema alternativo de transporte, por outro lado, estiveram presentes. “O problema no trânsito de Campinas é antigo e passa por replanejamento viário. As cooperativas vão exigir mais dos trabalhadores para não ocorrerem atrasos e quebras de rota, mas a cidade precisa fazer sua parte”, disse Luis Alberto Linares Nunes, presidente da Cotalcamp.
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara de Campinas
