Na véspera do “Dia de Luta e sem racismo”, Paulo Bufalo debate o tema na Câmara
13 de Maio é um dia de luta e não de comemoração para a Comunidade Negra. Após 127 anos da Lei Áurea, lei que aboliu a escravidão no Brasil, o dia é para denunciar o racismo e o preconceito que estão no cotidiano de nosso país e que aumentam a desigualdade em nossa sociedade. Foram mais de 300 anos convivendo com a escravidão negra. Chegamos em 2015 sem conseguir acabar com o trabalho escravo no Brasil, lembrando que a PEC do trabalho escravo (Proposta de emenda Constitucional) ainda não foi regulamentada.
Para marcar a data, 13 de Maio de Luta, os integrantes do Conselho Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de Campinas realizam o evento “Racismo e Discriminação Religiosa”, nesta terça-feira, dia 12 de maio, com apoio do vereador Paulo Bufalo (PSOL). O Conselho têm forte atuação no combate ao racismo, na luta pela criação do Centro de Referência e pelo fim da intolerância religiosa e cultural.
“É nosso dever estimular o debate e apoiar ações de combate ao racismo, à intolerância religiosa e pela lei de cotas porque há muita desinformação sobre o assunto. Isso sem falar nos casos de violência policial contra jovens negros e aqueles assassinados nas periferias que ficam sem apuração”, avalia o vereador do PSOL.
Diversos grupos, em todo o país, organizam atividades sobre a “falsa abolição” e seus efeitos contra a Comunidade Negra como a redução de direitos trabalhistas, a terceirização, redução da maioridade penal, genocídio, encarceramento, violência policial, chacinas, torturas e pelo SIM à lei de cotas.
Outro ponto importante de luta é a aplicação da lei 10.639/2003 sobre a inclusão obrigatória do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas. A Câmara tem uma Comissão de Estudos sobre o assunto, presidida pelo vereador Carlão do PT, e tem o vereador Paulo Bufalo como membro.
Números
No Brasil, 51% da população são formados por negros, apenas 20% deles ganham mais de dez salários mínimos e fizeram pós-graduação. 14,4% dos negros com idade, a partir de 15 anos, ainda são analfabetos, frente a 5,9% de brancos. O maior percentual de analfabetismo entre a população negra está registrado no Nordeste, 21%. Depois vêm o Norte e o Sul, abaixo da média, cada um com 10%, seguidos da região Centro Oeste, 9% e do Sudeste, com 8% - Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Serviço:
Debate: “Racismo e Discriminação Religiosa”
Data: Terça-feira - dia 12 de maio
Horário: 18h30
Local: Plenarinho da Câmara Municipal – Av. Engenheiro Roberto Mange, 66 – Ponte Preta
Realização: Conselho Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de Campinas e vereador Paulo Bufalo (PSOL)
Texto: Assessoria de Imprensa do vereador Paulo Bufalo (PSOL)
Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal
