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Risco de doenças cardiovasculares é tema da 2ª reunião da CEE sobre obesidade e diabetes

25/05/2015

A Comissão Especial de Estudos (CEE) criada para debater e propor iniciativas de prevenção e controle da obesidade e diabetes realiza nesta terça-feira (26 de maio), a partir das 15 horas, sua segunda reunião no Plenário da Câmara Municipal de Campinas. Presidida pelo vereador Luis Yabíku (PDT), a comissão convidou desta vez o médico Antonio Paioli para falar sobre os riscos e os problemas cardiovasculares provocados pela obesidade.

 

“A comissão tem como objetivo criar ações que ajudem a combater este problema”, pontua Yabiku. Integram também a comissão os vereadores Luiz Carlos Rossini (PV), Jota Silva (PSB), Zé Carlos (SDD) e Edison Ribeiro (PSL). Zé Carlos será o relator. A Comissão tem prazo de 90 dias, prorrogável por igual período, para convidar especialistas para debater o tema na Câmara.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a obesidade é um dos principais fatores para o aparecimento de doenças cardiovasculares. A forma utilizada pelos médicos para calcular o peso ideal de uma pessoa é o IMC (Índice de Massa Corporal) que é obtido pela divisão do peso pela altura da pessoa ao quadrado. Quando a pessoa ultrapassa em 30% a relação ideal entre peso e altura estabelecida pelo IMC, a tendência é que sua pressão arterial seja mais alta, que sofra de alterações no colesterol e tenha maior propensão ao diabetes.

 

Na maioria dos casos, esse tipo de indivíduo também leva uma vida sedentária, o que favorece ainda mais o surgimento de doenças cardíacas, pois o seu coração precisa trabalhar com mais esforço. Uma dieta rica em gordura saturada pode elevar os níveis de colesterol no sangue. Com isso, surge uma doença conhecida como  aterosclerose, que é o acúmulo de placas de gordura nas artérias, tornando-as endurecidas e estreitas, o que dificulta o fornecimento de sangue para os órgãos do corpo. Com o tempo, aumenta o risco de infarto do miocárdio e derrame, que podem levar à morte.

 

Pandemia de obesidade

A obesidade – fortemente associada à diabetes - se tornou uma pandemia mundial devido às alterações nos hábitos alimentares e à evolução tecnológica que reduziu drasticamente as atividades físicas. Ao longo de décadas, a indústria alimentícia alterou a fórmula original e natural dos alimentos. Para que durem mais, eles foram refinados, perdendo sua característica integral.

 

Assim como em todo o planeta, a situação é também alarmante no Brasil. Dados do último levantamento do Ministério da Saúde, de 2013, indicam que 51% da população brasileira acima de 18 anos estão acima do peso ideal. Este número aumentou em relação aos resultados anteriores: em 2006, a proporção era de 43%. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

Para agravar ainda mais o quadro, a obesidade é um problema de saúde pública que afeta duramente as crianças e os adolescentes. Quase metade (47,6%) das crianças brasileiras de 5 a 9 anos tem obesidade ou sobrepeso, de acordo com dados do IBGE. Na faixa etária de 10 a 19 anos, um em cada quatro (26,45%) está acima do peso.

 

Alimentação inadequada e sedentarismo são os principais vilões da obesidade infantil, que pode causar nos pequenos problemas considerados de adultos, como diabetes, colesterol alto, insônia e hipertensão, tornando as crianças mais predispostas à obesidade no futuro.

 

De acordo com os médicos, em praticamente 100% dos casos, os culpados pela obesidade infantil são os pais. Afinal, o ambiente familiar determina o comportamento do filho até a idade adulta.

 

Os hábitos modernos que levam os jovens a passar horas à frente de um computador, tablet ou smartphone provocam uma redução significativa no tempo de sono. E dormir pouco na adolescência pode levar à obesidade nos anos seguintes.

 

Esta é a conclusão de uma pesquisa feita na Universidade de Columbia (EUA). De acordo com a pesquisa, um adolescente de 16 anos que dorme menos de seis horas por noite tem um risco 20% maior de se tornar obeso aos 21 do que uma pessoa da mesma idade que dorme mais de oito horas.

 

Sobre o palestrante

O Dr. Antonio Paioli é formado em medicina desde 2001, com título de especialista em clínica médica pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Ele é filiado à Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

 

Serviço

2ª Reunião da CEE sobre Obesidade e Diabetes

Palestrante: Dr. Antonio Paioli

Tema: “O risco cardiovascular relacionado à obesidade”

Local: Plenário da Câmara Municipal de Campinas, Rua Roberto Mange, 66

Data: 26 de maio (terça-feira)

Horário: das 15h às 18h

 

Texto: Assessoria de Imprensa do vereador Yabiku

Publicada em 25/05/2015 15h55