Gustavo Petta apresenta projetos de lei que visam reduzir o desperdício de água potável em Campinas
O vereador Gustavo Petta (PCdoB) apresentou na segunda-feira dois projetos de lei que visam reduzir o consumo irresponsável e o desperdício de água potável em Campinas. Ambos vão ao encontro de projeto anterior, também de sua autoria, que prevê multa pecuniária de 350 UFIC's (cerca de R$ 1.000,00) para o cidadão que for pego lavando o carro ou a calçada. “Diante da gravidade da atual crise hídrica, o poder público tem a obrigação de zelar pelo consumo consciente de água tratada, pois dela depende não só a economia local, mas sobretudo a qualidade de vida da população”, afirma o vereador.
Desta vez, os projetos de lei voltam seu foco para o desperdício dos grandes empreendimentos. O PL 65/2015, por exemplo, cria o programa de reuso de água em posto de gasolina e lava-rápidos. Segundo Petta, “Campinas possui 170 postos de combustível e um número não estimado de lava-rápidos. Ambos os empreendimentos respondem por um consumo altíssimo de água tratada na lavagem de veículos. Propomos que estes locais implantem sistemas que permitam utilizar água de reuso em suas atividades”, diz Petta. Conforme o vereador, o sistema de recuperação e reutilização de água é relativamente barato quanto ao investimento e o retorno financeiro é facilmente verificado em poucos meses na economia de escala nas contas de água.
Já o PL 66/2015 dispõe sobre a captação, armazenamento e uso de recursos hídricos pela construção civil na atividade imobiliária. Se aprovado, o projeto obrigará que construtoras armazenem e utilizem a água do lençol freático, que geralmente é dispensada na rua durante obras de prédios. “De acordo com o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), a construção civil chega a consumir até 50% da água potável fornecida às áreas urbanas. A construção de um edifício de 20 andares desperdiça, em média, 100 mil litros de água, quando este montante poderia ser armazenado e utilizado na própria obra”, avalia o autor do projeto. Se aprovado, construtoras poderão ter suas obras embargadas em caso de não cumprimento da lei.
Texto: Assessoria de Imprensa do vereador Gustavo Petta (PCdoB)
Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
