Presidente da Sanasa confirma construção de 5 reservatórios a partir deste mês e justifica aumento de tarifa a vereadores
Arly, ao centro. diz que Sanasa planeja reservatório de água no valor de um bilhão de reais para a cidade no futuro
Cinco dos 23 novos reservatórios de água de Campinas começarão a ser construídos ainda neste mês de março e, aliados a outras medidas já em curso, deverão impedir a falta de água na cidade. Estas foram as principais informações dadas pelo presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa), Arly de Lara Romêo, em reunião convocada nesta quinta (5) pela Comissão Permanente de Economia e Defesa dos Direitos do Consumidor da Câmara Municipal de Campinas, presidida pelo vereador Cidão Santos (PROS).
Romêo também justificou ao público e vereadores presentes - entre os quais o presidente da Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, Marcos Bernardelli (PSDB), e o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Luiz Carlos Rossini (PV) – as razões para o aumento de 11,98% na tarifa da água de Campinas. Segundo ele, o reajuste foi determinado pela agência reguladora das empresas de saneamento, que se baseou em dados e números que a Sociedade de Abastecimento apresentou a ela. “Os rios abaixo do nível pioram a qualidade da água e, com isso , o gasto da Sanasa aumentou em produtos para manter essa água potável”, resumiu.
Em relação às medidas da entidade para enfrentar a crise hídrica, o presidente da autarquia ressaltou que a principal delas é a construção de novos reservatórios. “Serão construídos 23, dos quais cinco começam agora em março. A capacidade de armazenamento de água aumentará de 123 para 197 milhões de litros e, caso ocorram problemas de captação com os Rios Capivari e Atibaia, a autonomia da cidade em se manter abastecida passa de oito para 12 horas”, disse, acrescentando que a previsão para conclusão das obras é 2016.
Ele relembrou ainda outras ações já em curso, como a substituição das redes antigas para poder diminuir a perda de água nos encanamentos, que hoje é de 19,3%, para 15%. “Também assinamos contrato com os bombeiros para a utilização de água de reuso e não mais a potável para apagar incêndios, uma atitude pioneira.”
Por fim, Romêo revelou que estudos estão sendo feitos pela Sanasa para a construção de um grande reservatório na cidade de Campinas, que deverá deixar o município com uma dependência muito menor dos rios. No entanto, preferiu não entrar em detalhes, mesmo porque ainda é preciso angariar recursos financeiros para isso e conseguir parceiros, já que o valor da obra pode chegar a 1 bilhão de reais. “Este é um plano ainda embrionário, mas posso garantir que não vai faltar abastecimento de água devido às ações que a Sanasa vem tomando.”
O vereador Cidão Santos, que presidiu os trabalhos durante a reunião, avaliou o encontro como positivo e acredita que as ações da Sanasa estão indo ao encontro das necessidades da população. “E fiquei otimista quanto a Campinas ter seu próprio grande reservatório e ficar mais independente dos sistemas existentes hoje.”, afirmou. Também marcaram presença na reunião os vereadores Jorge Schneider (PTB) e Professor Alberto (PR).
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
