Rafa Zimbaldi propõe homenagens a Célia Farjallat, pioneira do jornalismo feminino em Campinas
Dona Célia Farjallat: Rafa Zimbaldi pede a prefeitura para que nome da jornalista seja dado a logradouro
O presidente da Câmara Municipal de Campinas, Rafa Zimbaldi (PP), apresentou nesta segunda (9) dois requerimentos que visam a homenagear a jornalista Célia Farjallat, que faleceu no último sábado aos 97 anos. Rafa requereu voto de pesar e minuto de silêncio em decorrência do passamento de Célia, bem como protocolou pedido ao prefeito Jonas Donizette (PSB) solicitando que seja denominado “Célia Siqueira Farjallat” um logradouro público de Campinas.
“Ela foi uma mulher notável e merece ser lembrada sempre. Acreditamos que seria maravilhoso batizar uma escola com o nome de dona Célia, que também era professora”, diz o presidente. Confira abaixo parte do texto do requerimento:
“Dona Célia, como era chamada por boa parte dos colegas de profissão na cidade, foi a primeira mulher a atuar de maneira constante como jornalista na cidade de Campinas. De modo pioneiro, começou a escrever no jornal Correio Popular no ano de 1942, ainda sem assinar os textos, já que a profissão era vista como masculina e ela, então professora, inicialmente preferiu manter o anonimato.
Antes de dona Célia, a cidade constava com apenas dois registros de mulheres que escreveram esporadicamente em jornais –Josefina Sarmento (que em 1879, aos 17 anos, teve tradução do texto “Édipo Rei” levada a público pelo Diário de Campinas) e Julia Valentina Lopes de Almeida, que publicou na Gazeta de Campinas em 1881.
Coube à dona Célia Farjallat, no entanto, ser a verdadeira desbravadora desta seara, visto que a partir da primeira publicação nunca mais parou, dedicando mais de sete décadas ao jornalismo campineiro. Inicialmente, falava em suas colunas sobre valores familiares e educação, ambos temas que dominava como ninguém, visto ter sido professora renomada (atuou por muito tempo ensinando no curso de magistério do Colégio Carlos Gomes) e grande força motriz da própria família, que inclui cinco filhos, 15 netos e 12 bisnetos.
Depois, já assinando suas matérias, evoluiu naturalmente na profissão tornando-se uma das grandes cronistas da cidade, ajudando a resgatar e a preservar a história e a memória campinense por meio de textos repletos não só de informação, como também de razão, emoção e sensibilidade.
Palavras como dignidade, respeito, compassividade, equilíbrio, dedicação, paixão pela vida e pioneirismo são apenas algumas que descrevem e sempre descreverão Célia Siqueira Farjallat. A Câmara Municipal de Campinas registra em nome da cidade o pesar pelo passamento desta grande mulher e se solidariza com a família neste momento. Mais do que saudade, Célia Farjallat deixa para este município um exemplo a ser seguido.”
Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Foto: Centro de Memória da Unicamp
