Canário propõe Moção de Apelo pelo uso da fosfoetanolamina no tratamento do câncer
O vereador Jairson Canário entrou na briga pelo uso da fosfoetanolamina por pacientes em tratamento contra o câncer. Nesta quarta-feira, 11 de novembro, a Câmara Municipal aprovou uma Moção de Apelo proposta pelo vereador para que os governos federal e estadual, a ANVISA e a USP tratem como prioridade a continuidade dos estudos clínicos do uso da fosfoetanolamina nesse tipo de tratamento.
Em sua Moção Canário apela ainda para que seja viabilizada estrutura para a produção e entrega da substância, ainda em testes, para aqueles que possuem decisão judicial, ou seja, para pacientes que não têm outro recurso que não este para permanecerem vivos ou viverem com mais dignidade.
A “fosfoetanolamina sintética” é um composto químico que vem sendo estudado por pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo - USP, há mais de duas décadas.
Embora a substância não seja classificada como medicamento e ainda não tenha seus testes concluídos, a pesquisa da USP apresenta dados muito positivos para o combate ao câncer, com diversos relatos de pacientes que estavam desenganados e reconquistaram a qualidade de vida, pacientes que deixaram a cadeira de rodas, a quimioterapia, a morfina, e voltaram às suas atividades cotidianas.
“Existem casos comprovados de pessoas que estavam desenganadas e recuperaram a qualidade de vida com uso da fosfoetanolamina. As pessoas têm que ter o direito de escolher fazer o uso dessa substância e o poder público deve, no mínimo, dar sequência às pesquisas”, defende Canário.
A Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro ajuizou na última quarta-feira, 21 de outubro, uma Ação Civil Pública com o objetivo de garantir o direito à saúde de pacientes com câncer que necessitam da substância fosfoetanolamina. Dentre os pedidos da ação civil pública, destacam-se aqueles que garantem a continuidade do fornecimento da substância aos pacientes que já fazem uso contínuo da substância e a recebem, com ou sem ordem judicial, pelo Instituto de Química da USP, bem como garantem o fornecimento, em larga escala e pelo tempo necessário, da fosfoetanolamina àqueles pacientes que estão sob condição de terapia paliativa.
Destaca-se ainda o pedido que requer que o poder público aponte um Centro Público ou Privado para o para início, desenvolvimento e conclusão dos estudos da fase clínica, com equipe de médicos supervisionada pelo Dr. Renato Meneguelo, médico da equipe que produziu a substância e também titular da patente.
A moção de Apelo proposta pelo vereador Canário e aprovada pela Câmara Municipal será encaminhada à presidente Dilma Roussef, ao Ministério da Saúde, à ANVISA, ao governador de São Paulo Geraldo Alckmin e à USP.
Texto: Assessoria de imprensa do vereador Jaírson Canário
Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
