Comissão de Defesa dos Animais debate - na próxima segunda-feira - combate ao carrapato transmissor da febre maculosa
A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Câmara de Campinas,(CPDA) presidida pelo vereador Carmo Luiz (PSC) promove nesta segunda feira (16/11) a partir das 14 horas, um debate , aberto ao público, sobre as formas de combate ao carrapato transmissor da febre maculosa, cuidados necessários para prevenir a doença e a conscientização da população em relação a convivência na proximidade com animais silvestres, como a capivara, o principal hospedeiro do carrapato.
A diretora do Centro de Manejo de Fauna Silvestre da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Monicque Silva Pereira, responsável pela política de manejo e controle das espécies selvagens será uma das debatedoras e irá apresentar os procedimentos técnicos adotados para prevenção da doença e convívio com a fauna próximas aos centros urbanos. A CPDA também ouvirá o diretor do Departamento Municipal de Bem Estar Animal -DPBEA, Paulo Anselmo Nunes, a presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Ingrid Menz, técnicos da Secretaria Estadual de Saúde e controle de zoonoses e ONGs da causa animal. O debate será no Plenário da Câmara de Campinas, na Rua Engenheiro Roberto Mange,66 no bairro da Ponte Preta.
A febre maculosa é uma doença originária das Montanhas Rochosas, nos Estados Unidos, se não tratada a tempo é fatal e atinge uma média de 5 pessoas por ano em nossa região. É transmitida pela bactéria Rickettsias rickettisis, que tem como vetor o carrapato-estrela , do Gênero Amblyomma. Este artropode existe há cerca de 30 milhões de anos, já sobreviveu a cinco períodos glaciais, terremotos, incêndios e inundações. Pode ficar meses sem se alimentar, imóvel á espera de um hospedeiro (um animal de sangue quente). Na América do Sul, o principal hospedeiro do carrapato estrela é a capivara. Mas não é o único. Esse carrapato ataca também cavalos, antas, porcos, gambás, veados, patos selvagens e até repteis, além, é claro, do homem.
Em animais domésticos o combate ao carrapato é feito com aplicação de venenos de uso tópico, por absorção pela corrente sanguínea ou misturado ao sal mineral. Na capivara estes métodos sistema não funcionam. Por ser um animal que passa boa parte do dia imerso na água, o uso de produtos químicos pode causar envenenamento de rios e lagoas e morte de peixes. A legislação ambiental também impõe barreiras para o manejo desses roedores e seu controle é regido por normas específicas, nem sempre muito claras, o que contribui para aumentar o temor da população e o surgimento de mitos e preconceitos.
A falta de informações causa uma reação que beira a histeria e a população vê na capivara o vilão que deve ser exterminado. Por ser um animal que convive mais próximo ao ser humano “sempre próximas em regiões com presença de água,” tem sido confundida como a principal causa da febre maculosa enquanto o combate ao artrópode fica geralmente relegado a um plano inferior.
Sem predadores naturais (onça e jacarés) por perto, as população de capivaras na área urbana –especialmente em parques e condomínios) cresce em proporção geométrica, causando ainda mais temor.
Não se conhece ainda um método eficaz de combate e controle do carrapato, mas há maneiras de torná-lo menos agressivo ao homem, mantendo áreas isoladas e ensolaradas, livres de mato e com controle químico. Enquanto isso, a cidade precisa aprender a conviver com as capivaras e desenvolver maneiras de minimizar os riscos de uma infestação de carrapatos, por meio de controle populacional das manadas, medidas de contenção e isolamento dos animais .
Texto: Assessoria de Imprensa do vereador Carmo Luiz (PSC)
Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
