Em reunião da CEE de Refugiados, Conselhos Municipais de Educação e Cultura revelam medidas na área para receber sírios e haitianos
A CEE (Comissão Especial de Estudos) para discutir ações de acolhimento, integração aos refugiados sírios e imigrantes haitianos em Campinas se reuniu na tarde desta sexta-feira (16) para seu terceiro encontro. Hoje, os parlamentares receberam os conselhos municipais de Educação e Cultura para saber o que estes setores estão produzindo.
“Acolher não é só oferecer passaporte. A língua portuguesa é essencial neste caso. Em agosto essa demanda para aprender o nosso idioma chegou até a gente, e montamos a primeira sala. Hoje a Educação de Campinas conta com três salas de haitianos, com 45 alunos no total, além de duas salas com sírios, que somam 34 pessoas”, afirmou Marinalva Cuzin, representando o Conselho do setor.
A representante da Cultura, Isabel Barbosa, ressaltou a importância da integração de um modo geral. “Quem se refugia não é porque quer, mas porque sai sob um estado de agressão e opressão. Perdem as referências históricas, religiosas, familiares, entre outros. É partindo do pressuposto que estes quesitos estão juntos no acolhimento que digo que a Secretaria de Cultura e o Conselho estão abertos”, comentou.
São Paulo é o Estado com o maior número de pessoas solicitantes de refúgio, um total de 3.809. A capital paulista é, por sua vez, a cidade com mais solicitantes (3.276), seguida por Campinas (218) e Guarulhos (178). O número de solicitações de refúgio no estado aumentou mais de 1.000% entre 2010 e 2014, saltando de 310 pedidos para 3.612.
“Vamos continuar dando passos nesta comissão, e vamos nos reunir novamente em até duas semanas. Ressalto que além do trabalho na Câmara, está ocorrendo paralelamente diversas reuniões em outros locais, e diversas pessoas já se apresentaram para ajudar”, disse o vereador.
Texto: Assessoria de Imprensa do vereador Pedro Tourinho
Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
