Vereador Cidão apresenta projeto de lei para obrigar hospitais a fazer teste alérgico a iodo antes de ressonâncias e tomografias
Em novembro de 2015 a jovem Petra dos Santos Heleno, de 18 anos, morreu após realizar uma tomografia computadorizada em Campinas: apesar de saudável, a garota teve um choque anafilático em decorrência de alergia ao composto com iodo aplicado para o exame de contraste. O caso chocou não só a família da moça como também toda a comunidade. Na tentativa de evitar novos óbitos, o vereador Cidão Santos (PROS) acaba de protolocar na Câmara Municipal de Campinas um projeto de lei que obriga a todas as clínicas e hospitais da cidade que utilizam iodo para os exames de ressonância e tomografia computadorizada que fazer o teste alérgico ao produto antes do procedimento.
“Nos baseamos na Constituição, que garante os direitos fundamentais ao cidadão. Não existe hoje uma legislação federal ou estadual que supra esta necessidade específica, então cabe ao município legislar sobre o tema e evitar que vidas sejam ceifadas pela ausência de uma medida simples e necessária. O PL já está protocolado e espero que possa ser votado o quanto antes”, diz Cidão.
No dia 16 de novembro do ano passado, Petra dos Santos Heleno, que cursava o terceiro colegial no Colégio Crescer, teve morte cerebral confirmada após realizar uma tomografia computadorizada no hospital particular Vera Cruz, no Centro de Campinas. O pai da garota, Paulo Roberto Gomes Heleno, confirmou que relatou ao hospital sobre as alergias da filha e que, inclusive, ela entrou com uma pulseira identificando a restrição. “É uma negligência que trouxe a morte de uma família”, afirmou à mídia Paulo Heleno, que já chegou a defender uma legislação federal exigindo a aplicação de teste de alergia antes do exame.
Em janeiro de 2013 também foram registradas mortes de três pacientes exames de ressonância magnética no Vera Cruz. Investigação policial concluiu que as vítimas receberam por engano uma aplicação na veia da substância perfluorocarbono, que estava armazenada sem a devida identificação em frascos de soro fisiológico na clínica que funcionava dentro do hospital.
Texto e foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
