Em reunião na Câmara, motoristas do Uber pedem celeridade em regulamentação do aplicativo
Em reunião realizada nesta quarta (1º) na Câmara Municipal de Campinas, cerca de 50 motoristas do aplicativo Uber expuseram suas opiniões e sugestões no tocante a uma possível regulamentação do serviço em Campinas, e reivindicaram celeridade no processo. “Foi a primeira vez que motoristas foram ouvidos pela Comissão que estuda a regulamentação. Até então já tinham sido ouvidos a própria empresa, taxistas, o poder público. Agora as sugestões serão colocadas no relatório da Comissão, que caminha justamente no sentido de regulamentar o aplicativo”, diz o vereador Gustavo Petta (PC do B), que chamou a reunião desta tarde.
Também compuseram a mesa o vereador Tico Costa (PP), que preside da Comissão Especial de Estudos que analisa o tema, e Sílvio Sanches de Sousa, representante dos motoristas do Uber. Além de pedir rapidez, a categoria protestou contra as ameaças e agressões que estariam sendo cometidas contra supostamente por parte de alguns taxistas.
A polêmica envolvendo o Uber teve início quando o serviço de transporte individual por aplicativo de celular se estabeleceu na cidade, gerando protestos do sindicato dos taxistas – que acusa o Uber de ser “ilegal”, “clandestino” e fazer uma “concorrência predatória”. Segundo Gustavo Petta, toda violência deve ser denunciada às autoridades e uma reunião com o Secretário Municipal de Segurança foi aventada.
Ele disse ainda que, uma vez aprovado o projeto de lei que dispõe sobre a regulamentação do Uber em Campinas, o Município será obrigado a reconhecer o serviço como parte de uma atividade legal e garantir que o mesmo seja respeitado. “Por enquanto há o entendimento, por parte da atual Administração, de que o Uber deve ser multado, mas nós temos outra opinião, amparada juridicamente, e vamos batalhar para que ela prevaleça”, afirmou.
Os motoristas se comprometeram a reunir ainda esta semana uma série de sugestões para que sejam apreciadas pela Comissão Especial de Estudos antes do fechamento do relatório final. “Queremos contribuir para a construção da lei para que a mesma não contemple apenas os interesses da nossa categoria, mas dos usuários e da própria Prefeitura”, disse o representante dos motoristas, Sílvio Sanches.
Segundo o vereador Tico Costa, a Comissão de Estudos rechaça a ideia de que a categoria terá de arcar com algum tributo municipal.“Isso não está definido, mas se alguém tiver de pagar tributos municipais que seja a empresa Uber, pois os seus funcionários colaboradores já repassam à ela parte dos lucros”, disse.
Texto: Assessorias de Imprensa da Câmara e do vereador Gustavo Petta
Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
