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Câmara engrossa participação na campanha Maio Amarelo por mais segurança no trânsito

06/05/2016

Pelo segundo ano consecutivo a Câmara Municipal de Campinas ilumina suas fachadas com luzes amarelas para chamar a atenção da campanha “Maio Amarelo”. A campanha é um movimento nacional, mas na cidade se tornou lei em julho de 2014, após uma iniciativa da Comissão de Mobilidade Urbana e Planejamento Viário da Casa. O presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Rafa Zimbaldi (PP), garante que a participação do Legislativo é mais uma ação que deve envolver a população na busca por uma sociedade melhor.

“Já tivemos outras participações em companhas de conscientização e essa não poderia ficar de fora: chamar a atenção para ajudar a reduzir as mortes no trânsito é super importante, principalmente nos dias de hoje. As pessoas precisam aprender a ser mais atentas e ao mesmo tempo tolerantes quando estão dirigindo, e principalmente a respeitarem efetivamente as leis de trânsito. Só assim poderemos evitar o crescente número de mortes que são causadas, em uma grande maioria das vezes, por imprudência”, ressalta Rafa.

O mês de maio foi escolhido em referência à reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em 2010, quando foi definida uma resolução declarando o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito”. Já a cor faz referência ao sinal de atenção que o amarelo representa nas leis de trânsito.

Um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas. O movimento “Maio Amarelo” tem como principal objetivo promover ações educativas de conscientização para reduzir, justamente, esses dados.

Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões, em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos.

A intenção da ONU com a “Década de Ação para a Segurança no Trânsito” é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020.

O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia e seguido por Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito.

A chave para a redução da mortalidade, segundo o relatório, é garantir que os estados-membros adotem leis que cubram os cinco principais fatores de risco: dirigir sob o efeito de álcool, o excesso de velocidade, não uso do capacete, do cinto de segurança e das cadeirinhas. Apenas 28 países, que abrigam 7% da população mundial, possuem leis abrangentes nesses cinco fatores.

 Texto e Foto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas

Publicada em 6/05/2016 16h43