CEE PAI Serviço apresenta relatório final e prevê continuidade na fiscalização do serviço
A Comissão Especial de Estudos (CEE) que analisou o PAI Serviço, transporte público adaptado para pessoas com mobilidade reduzida, concluiu nesta semana o seu relatório. A CEE foi presidida pelo vereador Professor Alberto (PR) que ficou muito satisfeito com o trabalho realizado.
“Foram seis meses de muito trabalho e descobertas. Assim como as pessoas que me procuraram para falar sobre o serviço e que acabou culminando na criação da comissão, nós vereadores, também tínhamos muitas dúvidas de como o serviço funcionava e para quem ele é destinado”, revela o parlamentar que completa: “Pudemos verificar que o PAI Serviço é destinado para as pessoas com grau elevado de dificuldade de mobilização, já que temos uma frota de transporte público adaptado”.
A CEE ouviu usuários do sistema que apresentaram as demandas que precisavam ser aperfeiçoadas, mas também elogiaram a pontualidade e atenção dos motoristas nos atendimentos. Os vereadores fizeram uma diligência na EMDEC (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), que administra o trânsito e o sistema PAI na cidade para conhecer in loco como o atendimento é feito e também puderam conhecer uma das vans que faz o transporte. O secretário, Carlos José Barreiro, explicou que o serviço prioriza o atendimento das pessoas que precisam se locomover por motivos de saúde, como por exemplo do ex-vereador Antonio Rafful, que deu o seu depoimento à CEE e que faz semanalmente hemodiálise. “O atendimento e o cumprimento com os horários são excepcionais, tenho o agendamento prévio do mês inteiro e isso contribui para que tudo corra bem com meu tratamento”, disse Rafful.
A comissão ouviu representantes das empresas Hangar Transportes e Zanca Transporte e Turismo que prestam o mesmo serviço PAI, de forma privada. “Ouvir essas empresas foi muito enriquecedor para o nosso trabalho, pois muitos não conheciam essa alternativa para quem pode pagar e precisa se locomover com urgência, já que o PAI necessita de prévio agendamento”, afirma o relator da CEE, vereador Jorge da Farmácia.
As empresas também apresentaram suas necessidades à comissão para que possam ampliar e popularizar o serviço. Segundo os representantes, elas possuem limitação no número de carros para a frota e não têm a isenção do IPVA por ser pessoa jurídica. Eles pedem que, assim como as pessoas com deficiência que possuem veículos têm direito a isenção do IPVA, eles também poderiam ter, resultando assim em um custo menor para os atendidos.
Ao longo do trabalho da comissão ela já pode colher frutos, como o aceite pela secretaria de Transportes em desenvolver uma cartilha explicativa de como o serviço atua e que também será disponibilizada na versão braile. A secretaria de Transportes está desenvolvendo um novo regulamento para o serviço. Entre as novas medidas estão previstos que os atendimentos sejam feitos de forma online, assim como a criação de regras para cancelamentos, possibilitando inclusive a penalização para aqueles que não avisam com antecedência o cancelamento, impossibilitando o atendimento de outro usuário.
A EMDEC estuda ainda a criação de placas de sinalização na casa dos usuários do PAI Serviço, com o intuito de facilitar o embarque e desembarque das pessoas. Vai também realizar treinamentos de primeiros socorros para os motoristas do PAI Serviço, para que em situação de emergência tenham precisão para passar as informações das condições do usuário para as equipes do SAMU. A médio prazo, a secretaria de Transportes se dispôs analisar a ampliação da frota e o leque das pessoas atendidas, como por exemplo os deficientes visuais.
Para Jorge da Farmácia, o trabalho da comissão não encerra com a entrega do relatório, ele afirma que todos os vereadores ficaram muito envolvidos com o tema e que a fiscalização deve continuar com o mesmo entusiasmo. “No início de agosto, quando já estávamos com o relatório praticamente concluído, tivemos a notícia de que o PAI Serviço absorveria o transporte adaptado das crianças com autismo, deficiência visual e síndrome de down para outras atividades complementares em instituições da cidade. A prefeitura anunciou a suspensão do transporte para essas atividades e aventou a possibilidade de que o PAI absorveria esta demanda. Porém, como pudemos ver na comissão, o PAI tem suas deficiências com a alta procura e esta só aumentaria, portanto, estamos acompanhando todo o processo e ver qual a melhor solução para que o poder público consiga atender o máximo de pessoas que necessitam do transporte adaptado”, conclui Jorge da Farmácia que é também presidente da Comissão Permanente das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Câmara.
Além de Professor Alberto e Jorge da Farmácia também fizeram parte da CEE os vereadores Vinícius Gratti (PSB), Pedro Tourinho (PT) e Aurélio Cláudio (PMB).
Sobre o serviço:
O PAI Serviço conta com frota de 47 vans e 2 ônibus. A maioria dos atendimentos são para clínicas, hospitais, mas também é feito atendimento para instituições de ensino e locais de lazer e entretenimento.
Atualmente, conta com 2.791 usuários cadastrados, das mais diversas faixas etárias, embora os idosos representem mais da metade desse número. Foram realizados quase 38.000 atendimentos de janeiro a maio deste ano, com outros 5.400 sendo cancelados pelos usuários e 6.600 que não puderam ser atendidos, principalmente em função de indisponibilidade da frota, de reprogramações por parte dos usuários e da solicitação de muitas viagens pelo mesmo usuário em um mesmo dia.
Texto e Foto: Central de Comunicação Institucional da CMC
