Comissão de Segurança acredita que integração entre secretarias e polícias é o melhor caminho para combater criminalidade e ressocializar moradores de rua
O presidente da Comissão de Assuntos de Segurança Pública, vereador Tenente Santini (PSD) entende que para combater a violência e diminuir a sensação de insegurança que os campineiros estão sentindo ao andar pelas ruas da cidade é preciso realizar uma ação em conjunto com as diversas secretarias, entidades sociais e polícias Militar, Civil e Municipal, coordenadas pelo prefeito.
A conclusão foi feita durante a reunião da comissão desta quarta-feira (23) que debateu as questões da violência associada aos moradores de rua. Para a secretária Municipal de Assistência Social e Segurança Alimentar, Eliane Jocelaine Pereira o governo precisa organizar as ações. “Precisamos tratar as causas que levam às pessoas até as ruas e não só as consequências que posteriormente essa vulnerabilidade ocasiona na sociedade”. Em consonância com a opinião da secretária, o delegado de polícia assistente do Deinter 2, Luis Segantin Júnior disse que a Polícia Civil está à disposição para auxiliar essas ações integradas. “Temos capacidade de fazer a identificação dessas pessoas, não só no que se refere a ficha criminal, mas também nos casos de pessoas que foram morar na rua por estarem perdidas e que às vezes temos registros da família que está à procura”, explica.
O Capitão PM Argeu Alencar da Silva, oficial do 35º Batalhão apresentou dados que demonstram os índices de criminalidade cometidos pelas pessoas em situação de vulnerabilidade social. Segundo ele, 90% dos registros deste ano enquadrados na categoria furto/outros foram cometidos por essas pessoas, já dos registros de roubos/outros, 40% foram cometidos por elas. Mesmo com esses índices o capitão reforça a importância das ações sociais que possam garantir a cidadania. “Morador de rua também é um ser humano e merece ser reinserido”.
Segundo dados da PM e da Guarda Municipal, Campinas tem cerca de 600 moradores de rua, sendo que 80% deles são de fora da cidade. Para as polícias o ato de dar esmolas para essas pessoas não contribui como forma de política social. Tenente Santini também concorda que essa prática não é o caminho e que é preciso rever diversas leis de atenção aos moradores, mas que não são aplicadas. “Temos cerca de 10 leis em Campinas que tratam sobre os moradores de rua, mas nenhuma posta em prática, vamos chamar uma audiência pública para ampliar essa discussão e tratar quais serão as ações em conjunto que temos que tomar”, explica ele, que também afirma: “O que não pode é que os cidadãos de bem fiquem com medo de andar na rua por medo dos moradores de rua, os que possuem ficha criminal devem ser encaminhados para cumprir suas penas, os que estão perdidos, encaminhados para suas famílias e os em dificuldade social para as entidades assistenciais”.
Além de Santini, também participaram da reunião os vereadores Jorge da Farmácia (PSDB), Vinicius Gratti (PSB), Marcos Bernardelli (PSDB), Jota Silva (PSB), Nelson Hossri (Podemos) e Carlão do PT.
Texto e Foto: Central de Comunicação Institucional da CMC
