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Em reunião da Comissão Permanente de Cultura da Câmara, secretário municipal anuncia novos espaços culturais e fala sobre a reforma do Centro de Convivência e o Teatro de Ópera

24/08/2017

Saber os planos no setor de cultura para em Campinas para o biênio 2017/2018 e a real situação de projetos como a reforma do Centro de Convivência e o futuro Teatro de Ópera de Campinas. Este foi o objetivo da Comissão Permanente de Educação, Cultura e Esporte, presidida pelo vereador Antonio Flôres (PSB), ao receber nesta semana o secretário de cultura Ney Carrasco. “A ideia foi possibilitar que o secretário mostrasse um cenário do que devemos esperar na área para os próximos dois anos e do que temos hoje. Neste sentido, creio que foi uma reunião muito produtiva”, pontua Flôres.

Segundo Carrasco, novos locais dedicados à Cultura estão para ser inaugurados, entre eles um espaço multicultural no jardim São Domingos e  um espaço cultural dentro do Largo do Café, que foi todo revitalizado pelo Campinas Decor como contrapartida na utilização do local para o evento. Ele também aborda a reforma do Centro de Convivência e do Teatro de Ópera. “A reforma está demorando mais que o previsto porque o espaço não tinha nenhuma documentação, então os engenheiro e arquitetos tiveram que fazer muitos testes e começar todo o projeto do zero”, afirma, salientando que todo o cuidado foi tomado para que a nova estrutura dure muito tempo.

 Quando ao Teatro de Ópera, o Executivo está tentando redirecionar os recursos que seriam para a construção dele justamente para a reforma do Centro de Convivência,  já que devido as contestações das licitações do Teatro a obra ficou inviável para a verba que foi destinada para ela. “Como a prefeitura não teria condições de completar o que faltaria, a cidade ficaria com dois espaços inacabados, por isso foi sensata a escolha”, explica, garantindo, porém, que o projeto do Teatro não foi abandonado e sim postergado. 

Ney Carrasco também faz um panorama do que foi feito no primeiro mandato do prefeito Jonas Donizette. “O sistema de Cultura de Campinas estava desmantelados. Para reestruturar usamos quatro eixos como base: visibilidade da produção cultural, a formação de artistas e produções, diversidade para dar espaço para todos os tipos de artes e a integração com todas as secretarias”, explica. Nesse processo, diz, o Executivo conseguiu trazer contatos na área, patrocinadores e parceiros. 

Ele destaca que para este mandato, por causa da crise, continua buscando parceiros e patrocínios para espetáculos mais significativos. “Foi o caso da apresentação do cantor Guilherme Arantes para cantar com a Orquestra Sinfônica no aniversário de Campinas, que foi uma parceria com o SESC, com custo muito reduzido para a prefeitura”, exemplifica. 

O secretário informa também que grande parte das ações na cidade é contínua, como a manutenção dos programas de oficinas, das atrações dos museus, bibliotecas, CEUs, teatros e casas de cultura. “Por causa da crise estamos com dificuldades para produzir, mas estamos recebendo, sem custo, espetáculos patrocinados. Esses espaços são abertos e todos podem usar, é só procurar a Secretaria para saber como se inscrever.” 

Outra iniciativa da pasta, acrescenta, é trabalhar a legislação referente à cultura, já que aderiu ao Sistema Nacional de Cultura. “Por isso está sendo finalizado o Plano Municipal de Cultura, que ainda vai passar por cinco conferências para ouvir a população. Além disso as normas, como as de feiras e alvarás menos burocráticos para pequenos eventos, estão sendo revisadas”, conclui. 

Antes de finalizar a reunião na qual o secretário fez a exposição, os membros da Comissão também  votaram os pareceres de 16 projetos. Estiveram presentes, além do presidente Antonio Flôres (PSB), os vereadores Jorge da Farmácia (PSDB), Marcelo Silva (PSD), Permínio Monteiro (PV) e Rodrigo da Farmadic (PP).

Texto e foto: Central de Comunicação Institucional da CMC

Publicada em 24/08/2017 21h47