Jorge Schneider faz abaixo-assinado on line contra liberação de drogas; Moção sobre o tema deve ser votada na sessão desta quarta-feira (02/08)
O vereador Jorge Schneider (PTB) está se mobilizando para que a Frente Nacional Contra a Liberação da Maconha e da Cocaína, organização apartidária e sem fins políticos, tome proporções nacionais e chegue até o Supremo Tribunal Federal. Para isso, Schneider está realizando um abaixo-assinado on line para angariar parceiros na causa. “A Frente propõe que nos mobilizemos, em nossas famílias, em nossos ambientes de trabalho e no contato com nossos amigos, para impedir a consumação dessa aberração”, ressalta. O vereador também protocolou na Câmara de Campinas uma moção sobre o tema que deve ser votada na sessão desta quarta-feira (02/08).
A Frente é contrária à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5708), que tramita no Supremo Tribunal Federal que pode tornar inconstitucional o artigo 28, da Lei 11.343/2006, que proíbe o porte e consumo de qualquer droga no país. A ação quer descriminalizar quem plantar, cultivar, colher, guardar, transportar, prescrever, ministrar e adquirir Cannabis para fins medicinais e de bem-estar terapêutico.
Mas, para Schneider a medida “esconde uma grande questão social que pode causar um assassinato na juventude no país, já que a maconha além de gerar dependência, ainda traz prejuízos permanentes ao cérebro, tornando o usuário um refém eterno dos efeitos da droga.” Ele ainda enfatiza que o uso da droga “deixa igualmente doentes pelo menos mais cinco pessoas, pelo estresse que provoca nas famílias dos dependentes.”
Para o parlamentar, a proposta de liberação é uma tragédia anunciada. “Todos sabemos que a maconha serve como porta de entrada para drogas mais poderosas, não é difícil imaginar o dano que representaria descriminalizá-la. Seria o equivalente a colocarmos, ao alcance de nossos filhos, uma arma poderosa, capaz de destruir seu futuro”, protesta.
A ação tramita no STF desde 2015 e três ministros já votaram a favor da proposta, o vereador esta preocupado, pois a votação pode retomar o julgamento a qualquer momento. “Se o uso da droga for aprovado, automaticamente será também autorizada a venda, ou seja, o tráfico estará legalizado”, ressalta ele. A moção protocolada por Schneider deve ser votada na sessão desta quarta (2) e se for aprovada, será encaminhada aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Texto e Foto: Central de Comunicação Institucional da CMC
