Merenda é discutida em reunião da Comissão Permanente de Educação: secretaria diz problemas são pontuais e ocorrem por falha de fornecedores e de comunicação com escolas
A Secretaria Municipal de Educação serve diariamente 293 mil refeições, divididas em 19 cardápios que atendem as necessidades específicas de cada escola municipal e 46 entidades conveniadas e escolas estaduais que solicitaram o serviço, tudo dentro das especificações do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Dentro deste universo significativo, porém, estão sendo registradas nos últimos meses queixas por falta de entrega de alimentos ou mesmo de apenas um tipo disponível. Para esclarecer o que está ocasionando os problemas, a Comissão Permanente de Educação, Esporte e Cultura realizou uma reunião extraordinária na manhã desta quarta (23) para ouvir e tirar as dúvidas a respeito da merenda no município.
“Realizamos esta reunião extraordinária para que o pessoal da alimentação escolar pudesse explanar sobre a atual situação da merenda em Campinas, já que esta tem sido alvo frequente de críticas na imprensa e na tribuna da Câmara ultimamente. A ideia foi possibilitar um espaço para o esclarecimento e o debate, inclusive com a presença de representantes das escolas e alunos”, diz o vereador Antonio Flôres (PSD), presidente da Comissão. Para explicar o funcionamento do sistema de merenda e responder as perguntas dos vereadores e do público presente participaram do encontro Maria Helena Antonicelli, coordenadora de nutrição da Secretaria Municipal de Educação; Jomara Souza Martins, coordenadora de nutrição do Ceasa Campinas; e quatro integrantes do Conselho de Alimentação Escolar: Henry Maeda (presidente), Ubirajara Andrade (vice-presidente), Carlão Bernardi (membro representante do governo) e Rye Katsurayama de Arrivillaga (membro).
A coordenadora Maria Helena salienta que o município de Campinas não terceiriza o serviço de merenda, apesar das cozinheiras serem terceirizadas. “A prefeitura tem, também, um convênio com o Ceasa, que além de fornecer os alimentos faz o controle, fiscalização e pesquisa de aceitação da merenda, que são executadas por 18 nutricionistas e estagiários da PUC, Metrocamp, Unip e Unicamp, por sua vez supervisionados pela conselheira e também docente de nutrição da PUC, Rye Katsurayama de Arrivillaga”, diz.
Tanto Maria Helena como Jomara Martins e os conselheiros afirmam que os problemas com a merenda são pontuais, ocorridos por falhas de fornecedores e de comunicação com as escolas que solicitam refeições fora do cardápio. “Foi o que ocorreu com uma escola que serve biscoitos para alunos, que vêm de um bairro distante antes do início das aulas, e que tem que fazer a solicitação regularmente.”
Outro caso que chamou atenção foi a reclamação dos pais por servirem arroz doce e outros alimentos que não consideram nutritivo na escola. Contudo, as profissionais garantiram que toda alimentação faz parte de um cardápio nutritivo que também objetiva a educação alimentar (por isso a variedade nos alimentos) e que eles atendem integralmente o estipulado pela resolução do FNDE de suprir 70% das necessidades alimentares diárias dos alunos de período integral e 30% dos alunos de meio período e o cardápio do dia fica fixado nas escolas para que os pais acompanhem.
As reclamações são em maior volume da merenda de alunos do ensino infantil de meio período, no qual o cardápio é misto, sendo três refeições de comida e duas de lanche, o que é cabível de acordo com os responsáveis pois a refeição é servida por volta das 10 horas da manhã. Maria Helena também garante que todo alimento entregue nas escolas é conferidos pelas diretoras e cozinheiras treinadas para fazer isso. “Qualquer problema é relatado para a secretaria, que por sua vez resolve o problema em até 24 horas com nova entrega ou substituição de produtos”, garante.
Também estiveram presentes na reunião representantes dos alunos da Etecap (Escola Técnica Estadual Conselheiro Antonio Prado), que vieram questionar a merenda oferecida na instituição. “O problema que ocorre lá que a escola não tem cozinha, impossibilitando o preparo e armazenamento dos alimentos, restando oferecer bolachas e outros alimentos do mesmo tipo”, esclarece Jomara Souza Martins. Ela informa que o Centro Paula Souza já foi orientado a construir uma cozinha, mas que até o momento não foi iniciada.
Além do presidente Antonio Flôres (PSB), também estiveram presentes os parlamentares Jorge da Farmácia (PSDB), Permínio Monteiro (PV) e Rodrigo da Farmadic (PP), membros da comissão, bem como o vereador Carlão do PT. Todos os vereadores solicitaram os cardápios que são oferecidos às escolas, bem como que seja facilitada a entrada dos parlamentares para visitas de fiscalização.
Texto e foto: Central de Comunicação Institucional da CMC
