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Vereador Nelson Hossri (PTN) debate com profissionais e representantes da educação física sobre a cobrança da taxa de personal trainer

O clima foi de expectativa na reunião promovida pelo vereador Nelson Hossri (PTN), na manhã desta quinta, dia 09, no Plenarinho da Câmara Municipal de Campinas, para discutir sobre a cobrança da taxa do personal trainer pela academia.

Com a presença de cerca de 50 pessoas, dentre eles profissionais de educação física, proprietários de academia e representantes de entidades e sindicatos, embora cada um defendesse o seu lado, houve momentos de concordância entre as partes, o que aponta um sinal de que há sim, solução para o impasse.

Para Nelson, o debate entre as partes é valido e saudável. “A figura principal é o aluno que é o verdadeiro consumidor. A experiência foi para buscar harmonia entre as partes para que possam trabalhar juntos, tanto o personal quanto o proprietário”, assegura o vereador que afirma a necessidade de uma regulamentação para conciliar ambas as partes.

Para Clóvis Wilson Bagarolli Junior, representante do Sindicato dos Profissionais de Educação Física (SINDPROEF), a situação não é complicada mas precisa ser discutida. “Temos que entrar num entendimento no que se refere a uma taxa boa, tudo é valido. Conversando tudo se ajusta. A academia tem o direito de cobrar o valor que acha valido visto que banca toda uma estrutura”, conclui Clóvis. Para Weber Mathias dos Santos, diretor do Sindicato dos Profissionais de Educação Física do Estado de São Paulo (SINPEFESP) e membro do Movimento Contra a Taxa de Personal Trainer, trata-se de um debate que precisa ser feito, porém, de forma construtiva. “O posicionamento está mais do que nítido de que não querem abrir mão da lucratividade e entendemos isso, mas precisamos ter o bom senso e mensurar essa situação ao profissional, pois trata-se de um parceiro”, afirma o Weber.

Já Mario Duarte, representante da Associação Brasileira de Academias (Acad Brasil) a situação é complicada. “Além da questão legal (cobrança da taxa) isso é francamente constitucional. Também existe o problema de ter uma grande quantidade de personal trainer dentro da academia o que afeta a estrutura e o controle de quem está em sua academia. O debate é importante, mas infelizmente não há meio termo quando se fala em Constituição, já que ela é maior. Ou respeita ou muda de pais”, ressalta Mário.

O debate deixou claro para Carlos Henrique Pinto, advogado e chefe de gabinete do vereador Hossri, que um depende do outro. “Há a necessidade de uma regulamentação além da taxa. Existe o elo importante que é o consumidor e ele não pode ser prejudicado”, completa o advogado. De opinião contrária vai Mônica Marques, profissional de educação física e diretora técnica de academia, que explica que existem academias que cobram e que não cobram a taxa. “Está previsto na Constituição que você tem o direito a propriedade de livre iniciativa e concorrência. Quando você propõe um projeto de lei para regulamentação, estão sendo negados os direitos dos proprietários”, conclui Mônica.

Para Hossri, "embora as opiniões ainda não tenham entrado em perfeita harmonia, até porque foi o primeiro encontro, a expectativa foi alcançada e o primeiro passo dado".

 

Texto: Gabinete do vereador Nelson Hossri (PTN)

Foto: Central de Comunicação Institucional da CMC

Publicada em 9/02/2017 18h20