Prestação de contas: secretaria diz que investimentos na Saúde foram os maiores desde 2012; casos de sífilis caem e número de menores de cinco anos com AIDS é zerado
Apesar da crise financeira que assola Campinas e o país como um todo, Campinas conseguiu investir no último quadrimestre um total de 26,11% das verbas do orçamento municipal, um valor acima do estabelecido por lei federal - que é de 15% - e pela própria Lei Orgânica do Município, que determina um mínimo de 17%. As informações foram reveladas na manhã da última segunda-feira (26), durante Audiência Pública realizada na Câmara Municipal para a prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2017 do Fundo Municipal de Saúde e a apresentação do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA). “Esse foi o maior índice de investimento em Saúde no município desde 2012”, afirma Reinaldo Antônio Oliveira, diretor do fundo.
Para o vereador Jorge da Farmácia (PSDB) - que presidiu a Audiência como integrante da Comissão Permanente de Política Social e Saúde – os números apresentados são bastante positivos. “É claro que em uma área como a Saúde sempre há o que melhorar, mas todo mundo sabe que não só Campinas como o Brasil inteiro passa por dificuldades e, neste cenário, o balanço feito pela secretaria foi positivo. A Comissão vai continuar fiscalizando e acompanhando tudo de perto, e os dados revelados, inclusive em relação ao combate a doenças, poderão ser utilizados futuramente não só para análises e fiscalizações como para embasar possíveis projetos”, pontua.
Dentre as análises e os diversos pontos apresentados no relatório detalhado, destaca-se a questão do combate às doenças sexualmente transmissíveis. “Nós temos anualmente em torno de 400 a 450 novos casos de HIV no nosso Centro de Referência, o que dá uma média de um caso e meio por dia. Entretanto, o número de novos casos de AIDS em menores de cinco anos neste quadrimestre foi zero, mostrando eficácia em ações de prevenção e controle”¸diz o secretário municipal de Saúde, Carmino Antonio de Souza.
Também segundo o relatório apresentado por Carmino, outra doença que teve uma redução em relação ao mesmo período do ano passado foi a sífilis congênita, com apenas 16 casos registrados contra 87 de todo o ano anterior. Outra DST que também foi abordada na audiência foi o HPV e, pensando na necessidade de prevenção, o vereador Campos Filho (DEM) enfatizou a necessidade de trabalhar o incentivo da vacinação de seu público-alvo.
Por fim, outro ponto destacado no relatório foi a dengue e as demais doenças transmitidas pelo aedes aegypti. “Tivemos um ano ótimo em relação a dengue, zika e lipo virose. Neste primeiro quadrimestre do ano, a incidência de dengue em Campinas foi consideravelmente baixa, com um total de 66 casos e nenhum óbito, sendo que em 2015 ocorreram 20 mortes”, diz.
A febre amarela também foi tema da audiência e o secretário comentou que o problema em Campinas foi silvestre. “Houve uma avalanche nos animais e diante disso, a cidade de Campinas fez um trabalho de bloqueio nas regiões de Sousas, Joaquim Egídio e Carlos Gomes, onde teve apenas um caso de febre amarela em humano, que teve uma boa evolução.”
Transparência
O secretário Carmino destaca a existência do portal da transparência do SUS Campinas, um veículo de comunicação no qual a população tem acesso as informações sobre assistência farmacêutica, unidades de atendimento, conselhos e assistência de saúde, vigilância, finanças da secretaria, legislação em saúde, entre outras.
Com foco na modernização e em otimizar o atendimento à população, o secretário relata ainda que onze centros de saúde estão 100% informatizados e a meta é que todas as unidades se adequem a esse formato. Além de Jorge da Farmácia e Campos Filho , participaram da Audiência pública os vereadores Ailton da Farmácia (PSD), Filipe Marchesi (PR) e Marcos Bernardelli (PSDB). A reunião contou também com a participação, por meio de perguntas, da população.
Texto e foto: Central de Comunicação Institucional da CMC
