CPFL não comparece novamente a audiência chamada por vereadores
Representando a Flaskô, Pedro Santinho apresentou as dificuldades em negociar com a CPFL, e denunciou o tratamento desigual dado a outros devedores da empresa - a fabricante de eletrodomésticos MABE e o parque de diversões Hopi Hari, por exemplo, acumularam débitos muito maiores antes de sofrer cortes no fornecimento de energia. Para Santinho, a CPFL coloca a Flaskô em situação terminal, incapaz de produzir, e traz grande prejuízos aos trabalhadores, que estão sem receber desde março. Segundo ele, o fim das atividades da fábrica ocupada criaria não apenas um “cemitério de empregos”, mas também traria novos problemas à cidade, com o abandono da área de 150 mil m² onde a Flaskô opera.
Os vereadores presentes reforçaram o apelo para que a CPFL retome o fornecimento de energia, e volte às negociações: “A retomada das negociações continua necessária, para que sejam preservados os empregos e a dignidade dos trabalhadores da Flaskô”, disse Mariana Conti. A recusa reiterada a comparecer à audiência na Câmara também foi ressaltada pelos vereadores.
“É preciso colocar em primeiro plano o desrespeito da CPFL com a Câmara Municipal de Campinas, já que pela segunda vez a empresa não comparece quando convocada por dois vereadores da Casa”, afirmou Tourinho.
