Comissão de Política Social e Saúde quer ouvir secretário de Assuntos Jurídicos para resolver crise financeira do Ouro Verde
Sob a presidência do vereador Paulo Galtério (PSB), a Comissão de Política Social e Saúde da Câmara recebeu na tarde desta quarta-feira (27) ex-funcionários, funcionários, representantes sindicais e outras pessoas ligadas ao Hospital Ouro Verde e Cândido Ferreira que vieram apresentar aos vereadores os diversos problemas de gestão da saúde na cidade. Segundo informações do SinSaúde (Sindicato dos Trabalhadores da Saúde) de Campinas e região, há ex-funcionários dispensados há três meses sem receber dias trabalhados, multas rescisórias, além de encargos e férias da Organização Social Vitale que administra o hospital e também há pagamentos em atrasos dos que estão na ativa.
A presidente do sindicato, Leide Mengatti afirmou que "a OS não tem capacidade de gestão e os funcionários só sabem das notícias via imprensa” e pediu para que a comissão da Câmara interceda pelos funcionários. “As propostas de diálogo são boas, mas precisamos de datas e posturas mais concretas de pagamentos para os trabalhadores que estão sem receber”, enfatiza.
Diante do exposto, o presidente da Comissão adiantou que vai agendar uma reunião com o secretário de Assuntos Jurídicos, Silvio Bernardin, para discutir o assunto. “Pelo que ouvimos aqui esses problemas de gestão transcendem a pasta da saúde, precisamos saber a real situação jurídica de todo esse processo para saber se há necessidade de alguma intervenção ou suspensão dos serviços da Vitale”, pondera.
Dentro desta linha jurídica, os vereadores Gustavo Petta (PC do B) e Rodrigo da Farmadic (PP) questionaram as demoras nos repasses para a OS e também cogitaram a possibilidade da comissão fazer um encaminhamento do caso para o Ministério Público do Trabalho, caso a conversa com o secretário de Assuntos Jurídicos não consiga apresentar soluções. A reunião contou com a participação da diretora do departamento de Gestão e Desenvolvimentos Organizacional Ivanilde Ribeiro, que representou o secretário de Saúde Cármino de Souza, que está em viagem a Brasília buscando verbas para a pasta e também para o Hospital de queimados da cidade.
A representante afirmou aos presentes que as demissões que ocorreram há três meses foram necessários para que a OS buscasse um maior equilíbrio financeiro, mas não descartou a mudança da administração do hospital. “Se após a prefeitura repassar as verbas pendentes, mesmo assim a Vitale não estiver apta para honrar seus compromissos, a prefeitura vai quebrar o contrato”, garantiu. Além disso, ela revelou que a secretaria está monitorando as metas qualitativas e quantitativas da OS para poder analisar sua gestão.
Para a vereadora Mariana Conti (PSOL) a administração pública "precisa primeiro reconhecer os problemas estruturais da saúde e rever o atual modelo de gestão das OSs, já que este não tem qualidade e não garante os direitos trabalhistas". A reunião contou ainda com a presença de dirigentes sindicais e dos vereadores Jorge da Farmácia (PSDB) e Carlão do PT.
Texto e Foto: Central de Comunicação Institucional da CMC
