Rumo à digitalização total: Câmara inicia programa piloto em quatro gabinetes neste mês de abril e já reduz cotas e gastos de impressão e xerox
Projetos de lei, requerimentos, moções, cópias de textos, relatórios e inúmeros outros documentos: o que não falta na Câmara Municipal de Campinas – e na maioria absoluta dos Legislativos do país – é papel, matéria prima fundamental para que uma enormidade de registros necessários possam ser gerados. A Câmara de Campinas, porém, está trabalhando para que todo este papel possa ser reduzido de maneira significativa.
“Estamos iniciando neste mês de abril, dentro das próximas semanas, um projeto-piloto em quatro gabinetes que passarão a fazer inicialmente moções e requerimentos de maneira digital. A ideia é que até o final do ano ou mais tardar no início do ano que vem a maioria absoluta dos procedimentos da Casa, inclusive o protocolo de projetos de lei, seja 100% digital, sem necessidade de papel”, diz Rafa Zimbaldi (PSB), presidente da Câmara Municipal.
Em um primeiro momento, na fase de testes, as moções e requerimentos continuarão a ser produzidas paralelamente em papel, mas isso deve terminar em breve. Os gabinetes que estão participando do projeto piloto são os do próprio Zimbaldi e dos vereadores Tenente Santini (PSD), Zé Carlos (PSB) e Jorge da Farmácia (PSDB).
Sem gastar papel, além do ganho ecológicoa Câmara também terá economias que, por sinal, já começaram. “Temos procurado reduzir o consumo, tanto que de 2016 para 2017 o contrato de impressões e Xerox já havia sido reduzido de cerca de R$ 83 mil para R$ 57 mil. E de 2017 para 2018, até mesmo prevendo esta nova redução de papel, suprimimos mais 21%, diminuindo o gasto total para cerca de R$ 45 mil mensais”, explica Rafa.
Com tudo isso, as cotas de impressão dos parlamentares também estão sendo reduzidas. As coloridas em A3, por exemplo, a que cada vereador tinha direito de um total de 5 mil por trimestre, caíram para 1,5 mil por trimestre, a exceção do último. Como em outubro, novembro e dezembro os parlamentares costumam imprimir balanços e informativos de mandato, neste último trimestre terão direito a 3 mil cópias. Também foram reduzidas as cotas de impressões em preto e branco e coloridas em papel A4 e em A3.
“A Câmara tem que trabalhar sempre buscando austeridade nos gastos e eficiência e este trabalho para digitalização vai ao encontro de ambas as coisas”, finaliza Rafa, lembrando ainda que já há cidades no próprio estado de São Paulo que já têm Legislativos totalmente digitalizados, como o município de Assis.
Texto e foto:Central de Comunicação Institucional da CMC
