Verdades históricas: Câmara assina convênio para que Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra tenha acesso ao acervo documental do Legislativo, um dos maiores sobre o século XIX
A Câmara Municipal de Campinas assinou na tarde desta segunda (14) um convênio com a Comissão da Verdade Sobre a Escravidão Negra no Brasil da 3ª Subseção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) dando à comissão acesso irrestrito ao acervo documental do Legislativo. “A Câmara tem um dos maiores acervos do século XIX, repleto de documentos históricos que podem ter grande relevância sobre este triste capítulo de nossa cidade. É muito importante esta iniciativa pois a verdade deve prevalecer sempre, até para que erros do passado nunca mais se repitam”, diz o vereador Rafa Zimbaldi (PSB), presidente da Casa.
O presidente da Comissão, o advogado Ademir José da Silva, enfatiza a importância do acordo. “Campinas foi a última no Brasil a abolir a escravatura e é preciso trazer os fatos ocorridos naquela época à luz, pois só assim será possível ter uma visão clara do que ocorria na época, o que é fundamental”, pontua. O vereador Carlão do PT, presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos da Casa, complementa o pensamento:
“Nós precisamos contar esta história de forma decente e verdadeira para a população de campinas e do Brasil. A Comissão tem como objetivo esclarecer a escravidão negra no Brasil e Campinas foi a última cidade a acabar com a escravidão, gerando um grande fosso entre a população branca e a negra. É por isso que volto a ressaltar que todos precisamos nos unir em busca de mais políticas afirmativas em nossa sociedade.”
Também estiveram presentes à assinatura do termo Daniel Blikstein, presidente da OAB Campinas ; Tagino Alves Santos, presidente do Conselho da Participação e Desenvolvimento Negro em Campinas; e os parlamentares Professor Alberto (PR) e Mariana Conti (PSOL), que também integram a Comissão de Direitos Humanos do Legislativo.
Vale lembrar que a Câmara chegou a assinar um termo semelhante com a Comissão no final de 2015. À época, por porém, a Comissão acabou não verificando os arquivos em virtude de questões técnicas próprias. Por esta razão, o novo convênio foi assinado neste dia 14.
Texto e foto: Central de Comunicação Institucional da CMC
