Comissão de Educação e Esportes discute melhorias no georreferenciamento das escolas estaduais e municipais
A Comissão de Educação e Esportes se reuniu pela primeira vez nessa quarta-feira (14), após a separação que culminou na criação de uma comissão exclusiva para a Cultura, para tratar exclusivamente de assuntos referentes à educação e à prática esportiva na cidade de Campinas. Sobre essa separação, o vereador Antonio Flôres (PSB), presidente da comissão, foi categórico: “Foi muito importante separar as comissões para que os temas, ambos de grande relevância social, sejam tratados de maneira ainda mais firme. Continuaremos comprometidos como sempre, analisando todos os pareceres e buscando amparo na procuradoria da Casa quando necessário”, ponderou o parlamentar. Durante a reunião, foram aprovados os pareceres dos 11 projetos da pauta – que seguem sua tramitação – e os vereadores presentes apontaram outros problemas a serem discutidos nos próximos encontros.
O vereador Rodrigo da Farmadic (PP) pontuou a falta de georreferenciamento – mapeamento que ajusta distâncias – no momento de indicar escolas para os alunos que estão saindo da educação infantil. “Fui procurado por uma mãe, que tem sua mobilidade reduzida, e que teve seu filho matriculado em uma escola a quase dois quilômetros de distância de sua casa, sendo que há escolas mais próximas a eles. Se o georreferenciamento fosse usado corretamente nesses casos, famílias como essa seriam poupadas de dificuldades na hora de levar e buscar seus filhos na escola, por isso peço que esse assunto seja colocado na pauta da próxima reunião da nossa comissão”, explicou o vereador. Os vereadores presentes concordaram com o pedido e esse tema será inserido na pauta de abril.
Outro problema apontado, agora pelo vereador Permínio Monteiro (PV), foi a limpeza das áreas verdes das escolas estaduais. “Precisamos considerar que os alunos são municipais e acredito que seja necessário que a prefeitura tome conta dessas escolas, recebemos muitas reclamações e ficamos de mãos atadas, já que quem deve fazer essa limpeza é o Estado”, enfatizou o parlamentar.
O vereador Jorge da Farmácia (PSDB) – presidente da Comissão de Pessoas com Deficiência ou Mobilidade Reduzida também pontuou um problema educacional sofrido por alunos com Síndrome de Down: “Crianças com Down conseguem estudar até o 9º ano sem problemas, mas ao ingressarem no ensino médio, por falta de transporte especializado, estão se vendo obrigadas a abandonar os estudos. Precisamos analisar esse problema, trazendo alguém da secretaria de Educação para discussão”, solicitou o vereador. Flôres sugeriu que o tema entre em pauta no mês de maio, após a discussão sobre o georreferenciamento escolar.
Jorge também agradeceu o empenho dos vereadores em relação à Lei Lucas, de sua autoria em conjunto com outros seis vereadores, inclusive desta comissão, e que já foi aprovada em primeira votação no final do mês de fevereiro. “Tivemos que fazer alguns ajustes de texto, mas agora a proposta já deve votar para pauta e mais uma vez vamos poder contar com o apoio de todos não só da comissão de Educação, como também de toda a Câmara”, acredita. O projeto obriga que as escolas ofereçam cursos de primeiros socorros aos seus funcionários, evitando fatalidades como a ocorrida com o menino Lucas Begalli Zamora de Souza, de 10 anos, que morreu engasgado no ano passado, durante uma excursão escolar, em Campinas.
A próxima reunião para discussão de outros projetos ligados à educação e esportes está prevista para o dia 11 de abril às 16h, no Plenarinho da Câmara.
Galpão de Lemos
O vereador Antonio Flôres representou o presidente Rafa Zimbaldi (PP), no último dia 5 de março, na inauguração oficial do Galpão de Lemos, que fica dentro da Estação Cultura, em Campinas. O local será um espaço para atividades culturais e práticas esportivas. Na visão do parlamentar, “é de extrema importância a abertura de espaços gratuitos, na nossa cidade, para que os jovens e adultos tenham a oportunidade de conhecer e praticar esses esportes. As diversas modalidades oferecidas – como ginástica artística, rítmica, dança de salão e futuramente aulas de teatro, hip hop e balé – beneficiam grandemente as pessoas, pois a prática reduz a probabilidade de aparecimento de doenças físicas e psíquicas, elevando a auto estima e produzindo hábitos de vida saudáveis”, explicou o parlamentar.
Texto e Foto: Central de Comunicação Institucional da CMC
